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Quadro superior da TAP vai sair. Em maio, recebeu um prémio de 110 mil euros da companhia

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Elton d’Souza, "chief revenue officer" da TAP, vai "abraçar outro projeto profissional", informou a comissão executiva da TAP, de acordo com o Jornal de Negócios.

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves

NUNO FOX/LUSA

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O chief revenue officer (CRO) da TAP, Elton d’Souza, vai sair da TAP no final deste mês. O quadro superior da transportadora aérea, que em maio recebeu um prémio de desempenho dado pela empresa no valor de 110 mil euros, sai para “abraçar outro projeto profissional”, informou a comissão executiva, numa circular enviada aos trabalhadores revelada pelo Jornal de Negócios.

Elton d’Souza era o quadro superior da TAP responsável pela liderança dos processos de geração de receitas. A comissão executiva da TAP, liderada pelo seu presidente Antonoaldo Neves, agradeceu ao CRO demissionário “o seu contributo ao serviço da companhia, bem como o apoio que dará nesta fase de transição”, indica o Jornal de Negócios. Revelou mais: que “já teve início um processo de recrutamento e seleção para identificar o novo CRO” que o irá substituir.

A comissão executiva da transportadora aérea, de que o Estado detém 50% das ações, garante ainda que estarão “totalmente asseguradas as rotinas quotidianas e a continuidade do negócio” até à substituição de Elton D’Souza.

O antigo CRO esteve envolvido na polémica dos prémios atribuídos pela empresa sem consentimento do Estado. A comissão executiva da empresa atribuiu 1.171 milhões de euros em prémios a 180 pessoas, em maio deste ano. Os prémios mais volumosos, ambos no valor de 110 mil euros, foram entregues a Abílio Martins e a Elton D’Souza.

Do lado do Estado, o ministro das Infraestruturas e Comunicações, Pedro Nuno Santos, revelou-se “indignado” com a atribuição dos prémios, numa fase em que a empresa continua a registar prejuízos financeiros — no último ano, de 118 milhões de euros. O ministro socialista queixou-se ainda da falta de representação do Estado na composição da comissão executiva, que atribuiu os prémios sem consultar os acionistas.

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