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Biotecnologia

Novas lentes de contacto fazem zoom — basta piscar os olhos duas vezes

As lentes são feitas de um material que recebe os sinais elétricos enviados pelos olhos quando se mexem. Se os piscar duas vezes, as lentes de contacto ampliam o que está a ver.

As lentes foram inventadas pela Universidade da Califórnia em conjunto com o Instituto Harbin da Tecnologia

Getty Images/iStockphoto

Foram inventadas umas lentes de contacto que permitem, por exemplo, ampliar o que uma pessoa está a ver quando ela pisca os olhos duas vezes. Chamam-se “lentes de contacto biomiméticas”, foram desenvolvidas pela Universidade da Califórnia em conjunto com o Instituto Harbin da Tecnologia e respondem aos sinais elétricos gerados pelos movimentos dos olhos. Para os cientistas, estas lentes “têm potencial para serem usadas em próteses visuais, óculos ajustáveis ​​e robótica operada remotamente no futuro”.

Segundo a Laboratory News, uma página britânica com notícias sobre avanços tecnológicos, estas lentes são controladas por cinco elétrodos que se alimentam dos sinais eletro-oculográficos, isto é, dos registos dos movimentos oculares elétricos produzidos quando os olhos se movem. Quando se pisca os olhos duas vezes, os sinais enviados para os elétrodos obrigam as lentes a expandir e adelgaçar. É assim que o ponto focal da lente muda e torna-se possível ampliar a imagem — na prática, fazer zoom.

Esta é uma invenção que até há pouco tempo parecia exclusiva da ficção científica. Os estudos desta área publicados até agora diziam que, para obrigar umas lentes de contacto a obedecer ao movimento dos olhos, principalmente para ampliar o que o olhos estão a ver, elas precisariam de ser controladas através de uma máquina ou serem sujeitas a uma programação informática. Ou seja, seriam robôs e não simples lentes de contacto.

Agora, este estudo diz ter encontrado um novo mecanismo porque usou um material biomimético, ou seja, que imita os materiais que já existem na natureza e que se adapta aos órgãos. Essa adaptação é possível graças aos tais sinais elétricos provocados pelos olhos quando se movem. Como esses sinais não são emitidos apenas pelas pessoas com o sentido da visão, até os cegos conseguem controlar essas lentes desde que consigam mover os olhos. Daí ser possível usar o mesmo funcionamento por detrás das lentes em próteses, explicam os cientistas.

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