O hospital Amadora-Sintra não tinha especialistas de anestesia no sábado para assistir uma grávida. Aquela unidade hospitalar ainda tentou transferir a grávida para o Santa Maria ou para a Maternidade Alfredo da Costa, mas também aqui alegaram não haver anestesistas, noticia o Público. Foi, por isso, encontrada uma solução interna e o bebé acabou por nascer já na manhã de domingo.

“Foi encontrada uma solução interna. Trabalhamos em rede e sempre que ocorre alguma falha recorremos aos outros hospitais e vice-versa”, respondeu ao Público fonte do hospital. Já a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo referiu que “as maternidades de Lisboa estão a receber grávidas. Caso haja necessidade de encaminhar utentes, as equipas articulam com o CODU/INEM, no sentido de identificar a unidade que naquele momento tem melhor capacidade de resposta”.

“A articulação entre hospitais e CODU/INEM tem saído reforçada das reuniões regulares que a ARSLVT tem mantido com as direções clínicas hospitalares. Salienta-se que a articulação na rede hospitalar na região é contínua, ou seja, ocorre ao longo do ano”, diz a resposta escrita.

De referir que chegou a ser ponderado o encerramento das urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais da Grande Lisboa (Maternidade Alfredo da Costa, Santa Maria, São Francisco Xavier e Amadora-Sintra) durante o verão por não terem capacidade para estarem continuamente abertas desde a última semana de julho até ao final de setembro, devido à falta de pessoal.