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Diogo fez a história, Fábio entrou para a história, Romário não merecia aquela história (a crónica do FC Porto-Santa Clara)

Este artigo tem mais de 1 ano

Em dia de "consagração" para os campeões europeus Sub-19, Diogo Leite decidiu o FC Porto-Santa Clara (1-0) onde Fábio Silva se tornou o titular mais novo e Romário Baró saiu de maca em lágrimas.

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Diogo Leite marcou o único golo do jogo de cabeça nos descontos antes do intervalo

Ivan Del Val/Global Imagens

Diogo Leite marcou o único golo do jogo de cabeça nos descontos antes do intervalo

Ivan Del Val/Global Imagens

Derrota (nas grandes penalidades) com o Fátima em 2007, vitória com o V. Setúbal em 2008, vitória com o Leixões em 2009, derrota com o Nacional em 2010, vitória com o P. Ferreira em 2011, vitória com o Nacional em 2012, empate com o Sporting em 2013, vitória com o Rio Ave em 2014, derrota com o Marítimo em 2015, empate com o Belenenses em 2016, empate com o Leixões em 2017, empate com o Desp. Chaves em 2018. O FC Porto não tem uma boa relação com a Taça da Liga (única prova portuguesa ou internacional que Pinto da Costa nunca ganhou na presidência) e os arranques na fase de grupos também não são propriamente um presságio, olhando para a série de três igualdades e um desaire de 2014/15 para cá. No entanto, aquilo que por si só parecia ser quase uma maldição foi quebrada e teve também um outro lado mais positivo.

FC Porto vence Santa Clara com golo de Diogo Leite e arranca Taça da Liga da melhor forma

Há determinados pormenores que fazem desta competição uma espécie de parente pobre do calendário nacional. Exemplos que se podem dar? Ao contrário do que acontece no Campeonato, a antevisão foi feita não por Sérgio Conceição mas por um jogador (Alex Telles) e ao Porto Canal/FC Porto TV; a assistência caiu e muito em relação aos encontros da Primeira Liga no Dragão (o dia e a hora não ajudam em nada mas ainda assim…); a própria promoção da partida não é bem a mesma coisa. Dentro deste cenário, também se abrem oportunidades para os mais novos – e não só – se mostrarem com o intuito de merecerem mais minutos nas restantes provas. E foi isso que aconteceu com Fábio Silva, jovem avançado dos azuis e brancos que bateu esta noite mais um recorde ao tornar-se o jogador mais novo de sempre a ser titular pelos dragões.

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Este não foi o primeiro registo histórico do jogador, que já se tinha tornado o mais novo de sempre a jogar no Campeonato e numa prova europeia. Mas Fábio Silva, que até teve uma noite abaixo do normal, foi apenas um símbolo daquela que foi uma noite de “consagração” para os campeões europeus Sub-19 que acabaram por ser o principal foco de destaque do triunfo do FC Porto frente ao Santa Clara: o central Diogo Leite, a fazer o primeiro encontro na equipa principal esta temporada, apontou o único golo da partida nos descontos da primeira parte e o médio Romário Baró, um dos melhores no segundo tempo, acabou por sair de maca nos últimos minutos após uma entrada mais dura de Fábio Cardoso. Além deles, ainda houve Diogo Costa, que fez também a estreia no conjunto A (sendo o sexto titular mais novo de sempre na baliza). Tomás Esteves, esse, acabou por ficar no banco – mas com a certeza que também ele terá a breve prazo uma oportunidade de Sérgio Conceição.

Ficha de jogo

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FC Porto-Santa Clara, 1-0

1.ª jornada do grupo D da Taça da Liga

Estádio do Dragão, no Porto

Árbitro: António Nobre (AF Leiria)

FC Porto: Diogo Costa; Manafá, Pepe, Diogo Leite, Alex Telles; Mbemba, Bruno Costa; Romário Baró (Luis Díaz, 90+1′), Nakajima; Fábio Silva (Otávio, 75′) e Soares (Zé Luís, 84′)

Suplentes não utilizados: Marchesín, Tomás Esteves, Loum e Uribe, Otávio e Zé Luís

Treinador: Sérgio Conceição

Santa Clara: André Ferreira; Rafael Ramos, César, Fábio Cardoso, Mamadu; Nené, Lincoln (Bruno Lamas, 68′), Lucas Marques (Evouna, 78′); Schettine, Alfredo Stephens (Ukra, 60′) e Pineda

Suplentes não utilizados: João Lopes, Zaidu, João Lucas e Pablo Lima

Treinador: João Henriques

Golo: Diogo Leite (45+2′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Schettine (28′), Romário Baró (44′), Rafael Ramos (48′), Nené (52′), Lucas Marques (76′), César (83′), Fábio Cardoso (88′) e Evouna (90+2′)

Como se percebe, o avançado que chegou a passar pela formação do Benfica durante dois anos não foi a única alteração, bem pelo contrário: à exceção de Pepe e Wilson Manafá, Conceição trocou todos os restantes jogadores que tinham começado de início frente ao Santa Clara no encontro de domingo a contar para o Campeonato (tal como João Henriques, que ficou apenas com os centrais Fábio Cardoso e César). Além da estreia de Diogo Costa em jogos oficiais na baliza do conjunto principal, Diogo Leite fez dupla com Pepe no eixo recuado; Alex Telles voltou após castigo; Mbemba e Bruno Costa no corredor central, tendo Romário Baró e Nakajima com muito jogo interior mesmo partindo de quando em vez das alas; e Soares na frente com Fábio Silva. Bom para dar minutos aos menos utilizados, mau para quem não tem rotinas e encontra um adversário organizado.

Nakajima, de regresso à titularidade nos portistas e a arrancar aplausos por cada ação individual que tinha, deixou o primeiro sinal de perigo logo no segundo minuto de jogo, com um remate de fora da área depois de ter inventado espaço onde ele não havia para grande defesa de André Ferreira para canto. No entanto, os açorianos em nada se atemorizaram com essa ameaça e, pouco depois dos dez minutos iniciais, exploraram da melhor forma o espaço em profundidade nas costas da defesa dos azuis e brancos para isolarem Pineda que, perante a saída de Diogo Costa, atirou ao lado quando estava sozinho na área (11′).

[Clique nas imagens para ver os melhores momentos do FC Porto-Santa Clara em vídeo]

Com o FC Porto a usar e abusar do corredor central, ainda para mais sem a velocidade e as movimentações habituais capazes de desposicionar o adversário, o Santa Clara foi conseguindo controlar os acontecimentos e voltou a deixar uma ameaça à baliza de Diogo Costa a meio da primeira parte, com Lucas Marques a recuperar uma segunda bola para rematar cruzado a rasar o poste da baliza contrária. Mesmo com menos bola, os visitantes conseguiam ser mais expressivos no último terço, num retrato que se foi diluindo no tempo com o baixar de linhas perante a melhor capacidade de pressão dos azuis e brancos na reação à perda da bola, algo que viria a fazer a diferença mesmo em cima do intervalo quando surgiu o golo inaugural do encontro.

Já depois de um remate muito perigoso de Soares de pé esquerdo (e mais uma vez de fora da área, perante a falta de jogo pelos corredores laterais que permitisse situações de cruzamento) para nova defesa apertada de André Ferreira (31′), Diogo Leite teve uma primeira ameaça após canto da esquerda, onde apareceu sozinho na área para cabecear ao lado (42′), mas não perdoou à segunda tentativa, finalizando da melhor forma uma grande iniciativa na esquerda de Nakajima, a fintar Rafael Ramos até fazer o cruzamento de pé direito para o central que fazia a estreia esta temporada na equipa A apontar o 1-0 (45+1′).

Pelo contexto, pelo minuto em causa e pelo resultado, o golo poderia mudar o encontro sobretudo para o FC Porto que, com a posição de vantagem, deveria em condições normais ter um jogo mais confiante e sem ter de andar à procura do resultado. E até continuou a dominar em termos de posse, muitas vezes no terreno dos açorianos. No entanto, em termos de oportunidades, quase zero e seria mesmo o Santa Clara a deixar a primeira ameaça do segundo tempo em dois momentos seguidos de Schettine (o tal avançado que abriu “guerra” entre Benfica e Sp. Braga no verão): primeiro o brasileiro obrigou Diogo Costa a defesa apertada para canto e, no seguimento da bola parada, desviou ao segundo poste pouco ao lado quando estava sozinho (59′).

Esse minuto em que o Santa Clara deixou duas ameaças seguidas acabou por funcionar como um despertador para o conjunto de Sérgio Conceição. É certo que a exibição do FC Porto esteve sempre longe do melhor que a equipa já conseguiu fazer inclusive esta temporada mas pelo menos conseguiu agarrar de novo o comando do jogo e marcar ritmos, crescendo com o passar dos minutos na mesma proporção que os açorianos, por desgaste físico ou incapacidade técnica, perdiam para chegarem com perigo ao último terço. Romário Baró, com dois remates de meia distância, e Nakajima, numa série de ações individuais, foram assumindo um maior protagonismo entre uma grande chance para Soares, num tiro que passou a rasar o poste de André Ferreira e que acabaria por ser o último lance com algum perigo junto das balizas até ao apito final de António Nobre (74′), antes de outro momento que marcaria o encontro: a saída de Romário Baró em lágrimas de maca após uma entrada de Fábio Cardoso.

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