Em 2017, Portugal registou a maior taxa de mortalidade por suicídio de jovens entre os 15 e os 24 anos desde 2009: 4,1 óbitos por lesões autoprovocadas intencionalmente por cada 100 mil habitantes. A taxa, que entre 2015 e 2016 tinha diminuído, voltou a aumentar. Em números absolutos, segundo o relatório “Causas de Morte 2017”, do Instituto Nacional de Estatística (INE), suicidaram-se em Portugal 45 jovens entre os 15 e os 24 anos. O ano anterior tinha fechado com 29 suicídios na camada mais jovem.

Ainda segundo os dados do INE, das vítimas registadas em 2017, 42 eram residentes no país e três eram não residentes. No ano anterior, 28 eram residentes no país.

Os valores têm alarmado os especialistas, que, segundo o Jornal de Notícias desta quarta-feira, alertam para o facto de ser necessária uma maior resposta na área da saúde mental infantil e juvenil. Para eles o Estado tem falhado nesta matéria. O Diretor do Programa Nacional para a Saúde Mental, Miguel Xavier, explicou ao JN que Portugal é um “país que nunca fez nada em literacia em saúde mental” e que precisa de um “investimento sério”.

Esta quinta-feira celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental. Em Portugal, o foco é a prevenção do suicídio. Como segunda maior causa de morte entre jovens, “o suicídio tem de se prevenir” e “as pessoas têm de saber que existem alternativas para os seus problemas”, afirma, por seu turn,o Fausto Amaro, Presidente da Sociedade Portuguesa de Suicidologia, em entrevista ao JN, que defende uma “maior consciencialização nas escolas, de professores e pais”.

Como resposta a esta necessidade, a Direção-Geral da Saúde tem dois programas, “um no Norte e outro no Centro, de promoção de saúde mental positiva nas escolas”, mencionou Miguel Xavier.