“Despesas ilegais” no valor de 1,6 milhões de euros foram encontradas nas contas da Câmara Municipal de Almada numa auditoria da Inspeção-Geral das Finanças, noticiou esta segunda-feira o jornal Público. O valor em causa foi detetado nas contas compreendidas entre os anos de 2014 e 2016, durante a presidência do comunista Joaquim Judas, mas este pode ser ainda maior, já que a auditoria analisou apenas uma parte dos dos contratos. A CDU de Almada diz que existem “diferentes interpretações” sobre a aplicação da lei e que as acusações de ilegalidade são “excessivas”.

“Diversas irregularidades e insuficiências de natureza administrativa, bem como indícios de infrações de natureza penal e financeira” foi aquilo que os inspetores das Finanças detetaram ao analisar as contas do município e depois remeteram as mesmas “às entidades judiciais competentes” — o Ministério Público e o Tribunal de Contas, entenda-se.

Um dos casos detetados que ilustram as irregularidades prende-se com a compra de relógios e telemóveis para oferecer a trabalhadores com mais de 25 anos de casa. Contratos potencialmente danosos são outros dos casos identificados como estando associados a estas alegadas despesas ilegais.

Num comunicado citado pelo Público, a CDU defende é “excessivo” considerar ilegal “uma decisão de pura gestão política”.

Recorde que no final do mês de janeiro deste ano de 2019 o Observador revelou um caso em que cinco empresas de militantes do PCP ganharam mais de dois milhões de euros em adjudicações de autarquias do partido. A Câmara Municipal de Loures admitiu até que houve 2 contratos do genro de Jerónimo de Sousa atribuídos sem serem ouvidas outras empresas — por ajuste direto.