Não era uma hipótese, tornou-se uma exceção, virou regra. Quando as equipas de maior reputação fazem uma viagem para jogarem fora, costumam levar sempre três guarda-redes por precaução. Mais: no aquecimento, esse terceiro elemento é cada vez mais uma figura presente, ajudando o técnico e o suplente nos exercícios com o titular antes do arranque da partida. Depois, há competições como a Serie A que dão a possibilidade de haver mais do que um guarda-redes suplente. Algo que esta noite, em Itália, Pep Guardiola iria agradecer e muito.

Em San Siro, casa emprestada da Atalanta para os encontros da Liga dos Campeões, o Manchester City assumiu cedo o jogo, colocou-se em vantagem numa grande jogada de envolvimento que passou pelos pés de Bernardo Silva e Gabriel Jesus antes da finalização de Raheem Sterling (7′) e falhou mesmo uma grande penalidade por Gabriel Jesus (43′), já depois de Mahrez ter ficado perto de aumentar a vantagem antes do intervalo.

Depois, tudo mudou. E nos mais variados sentidos: com a lesão de Ederson, Claudio Bravo entrou no reatamento, sofreu ainda a frio o golo do empate por Pasalic (49′) e seria expulso a cerca de dez minutos do final, por uma falta fora da área (81′). Apesar de ter ainda uma substituição (tinham entrado apenas Bravo e Agüero), Pep Guardiola não tinha mais soluções naturais para a baliza e acabou por ser Kyle Walker a calçar as luvas com sucesso, travando um livre direto dos italianos em cima do minuto 90 que segurou o empate para os ingleses.

Com este resultado, o Manchester City passou a somar dez pontos, a um da qualificação perante os cinco de vantagem em relação a Shakhtar Donetsk (treinado pelo português Luís Castro) e Dínamo Zagreb, que empataram esta noite na Croácia a três golos num jogo de loucos onde os visitados chegaram ao 3-1 nos últimos dez minutos do tempo regulamentar (Ivanusec aos 83′, Ademi aos 89′) mas os ucranianos empataram nos descontos por Júnior Moraes (90+3′) e Tetê (90+8′, de grande penalidade). A Atalanta soma apenas um ponto.