A mulher de 22 anos, suspeita de ter abandonado o filho recém-nascido num caixote do lixo para reciclagem em Lisboa, que está presa preventivamente, encontra-se isolada das restantes reclusas e sob “atenção redobrada” dos guardas prisionais de forma a garantir a sua segurança, avança o Jornal de Notícias.

De acordo com a publicação, o facto de o crime pelo qual a mulher está indiciada ser malvisto entre a comunidade prisional terá motivado a atenção redobrada, embora a Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais se tenha escusado a dar mais detalhes sobre o caso. Desde que chegou ao Estabelecimento Prisional de Tires que a mulher está “à parte das restantes reclusas para evitar eventuais agressões ou apenas insultos” das outras reclusas.

Na terça-feira, em comunicado e através da sua advogada, a mulher agradeceu o apoio que tem sido manifestado e afirmou que “tudo será esclarecido em sede própria”. Por outro lado, um grupo de advogados apresentou no Supremo Tribunal de Justiça um pedido de libertação imediata (habeas corpus) da jovem, porque consideram a prisão preventiva “absolutamente ilegal”.