O presidente do Conselho da União Europeia (UE), o polaco Donald Tusk, é o único candidato à presidência do Partido Popular Europeu (PPE /direita) e vai suceder no cargo o francês Joseph Daul, informou esta segunda-feira esta formação partidária.

Esta será a primeira vez que um europeu de Leste liderará a grande família da direita da UE, que inclui a CDU da chanceler alemã Angela Merkel e o partido francês Os Republicanos.

A sua nomeação para líder do PPE foi sem surpresa, devido à falta de outros candidatos, e irá ser confirmada na quarta-feira, em Zagreb (Croácia), durante o congresso deste partido.

A eleição será realizada por voto secreto dos 700 delegados e o seu resultado será anunciado no fim da tarde de quarta-feira, disse um porta-voz do PPE à agência de notícias AFP.

Com 62 anos, Donald Tusk ocupou nos últimos cinco anos uma posição-chave entre as instituições da UE, a Presidência do Conselho da UE, que deixará a 1 de dezembro, sendo substituído pelo ex-primeiro-ministro belga Charles Michel.

Desprezado pelo partido nacionalista conservador atualmente no poder na Polónia — Partido da Lei e Justiça (PiS) — Tusk, o ex-primeiro-ministro de centro-direita polaco chegou ao cargo de presidente do Conselho.

Mostrando algum humor nas redes sociais, Tusk alertou o Reino Unido durante as negociações do ‘Brexit’ e escreveu que os britânicos não teriam uma saída “à la carte” da UE.

Articulador das cimeiras europeias, o polaco precisará de todas as suas habilidades conciliadoras para apaziguar o PPE, que no momento passa por alguma agitação.

O mandato do presidente do PPE é de três anos e é renovável por tempo indeterminado: essa função foi ocupada durante 23 anos pelo belga Wilfried Martens (1990-2013), que foi sucedido por Joseph Daul.

Desde a sua criação em 1976, o PPE teve cinco presidentes: dois belgas, um holandês, um francês e um luxemburguês.