A Boeing anunciou esta segunda-feira que vai suspender temporariamente a produção dos aviões 737 Max, depois da Administração Federal de Aviação ter adiantado na semana passada que não iria aprovar que este tipo de aviões voltassem a circular antes de 2020. A informação é avançada pelo The Guardian.

Os 737 Max foram retirados de circulação desde meados de março, depois de dois acidentes que fizeram um total de 346 mortos.

No início de novembro, a Boeing tinha anunciado que previa que os voos comerciais com estes aviões, os mais vendidos da Boeing, recomeçassem no início do próximo ano. No entanto, depois da decisão da Administração Federal de Aviação, o grupo optou por suspender temporariamente a sua produção, uma vez que “devolver o 737 Max ao serviço com segurança é a nossa principal prioridade”, lê-se comunicado divulgado pela empresa norte-americana.

Sabemos que o processo de aprovação do regresso ao serviço do 737 Max e a fixação dos requisitos apropriados deve ser extraordinariamente completo e robusto, de forma a garantir que os nossos reguladores, clientes e o público confiem nas atualizações do 737 Max”, lê-se num comunicado citado pelo jornal britânico.

Em outubro do ano passado, um acidente com um avião 737 Max 8 da companhia aérea indonésia Lion Air provocou 189 mortos. Uma investigação levada a cabo pela Indonésia concluiu que a queda do avião se deveu a uma combinação de falhas no projeto do aparelho, na formação dos pilotos e na manutenção.

Cinco meses depois, um avião do mesmo modelo, mas da Ethiopian Airlines, caiu em circunstâncias semelhantes: 157 pessoas morreram.