O calendário das obras de expansão do Metro de Lisboa tem mais um mês de atraso. As propostas deveriam ter sido entregues até 18 de dezembro, mas o prazo foi adiado para o próximo mês. A empresa garante, ainda assim, que isso não fará diferença no prazo final.

Ao Observador, o presidente do Conselho de Administração fala num “ligeiro atraso” por causa de questões colocadas por um dos concorrentes, mas diz que as duas novas estações — Estrela e Santos — abrem mesmo em 2024: “Os atrasos não nos preocupam nem nos fazem prever que haverá atrasos na conclusão dos trabalhos”.

As notícias das 21h: Estação de Arroios espera pelo visto do Tribunal de Contas

Vítor Domingues dos Santos admite que não foi informado oficialmente do calendário previsto no Orçamento do Estado para as obras. O plano do OE de 2019 previa que as obras arrancassem no primeiro semestre do próximo ano, mas o OE2020 atira esse momento para o segundo semestre.

Quanto às obras na estação de Arroios, encerrada há 3 anos, esperam ainda pelo visto do Tribunal de Contas.

Com a conclusão dos trabalhos de expansão da rede, que vão custar 210 milhões de euros, o Presidente da Metro de Lisboa espera um aumento substancial no investimento da empresa. Vítor Domingues dos Santos tinha pedido um investimento anual de 100 milhões de euros. Garante, agora, que esse valor vai ser atingido no próximo ano.