Pedro Sánchez está cada vez mais perto de poder formar um governo de coligação com o Podemos de Pablo Iglesias em Espanha. Esta quinta-feira, o partido Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) ratificou um acordo interno para se abster no debate de investidura de Sánchez como presidente do Governo, noticia o jornal El País.

A abstenção da ERC, agora ratificada nos órgãos internos do partido, dá a Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), apoios suficientes para poder tomar posse a 7 de janeiro, já que sem o veto da ERC fica assim com mais votos favoráveis do que votos de rejeição.

O PSOE foi o vencedor das últimas eleições legislativas espanholas, mas com maioria relativa, e precisava do apoio de outros partidos para poder formar governo. Depois de chegar a um acordo com o partido espanhol de esquerda radical Podemos, liderado por Pablo Iglesias, para formar uma coligação governativa, os socialistas precisavam também da abstenção do partido independentista catalão ERC para poder sequer tomar posse.

O acordo entre PSOE e Esquerda Republicana da Catalunha prevê que se cria uma mesa de negociação relativa à resolução do conflito político catalão com a presença do Governo espanhol e da Generalitat, isto é, do Governo catalão. Ninguém imagina ainda, contudo, a que compromisso podem chegar os independentistas catalães e os soberanistas de Madrid durante as negociações, que foram condição imposta pela ERC para viabilizar a tomada de posse de um novo Governo liderado pelos socialistas.

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O debate sobre a investidura de Pedro Sánchez como próximo presidente do Governo espanhol começará no próximo sábado, dia 4. No dia seguinte, domingo, 5, será feita a primeira votação para a tomada de posse de Sánchez como presidente do Governo, mas o socialista deverá ser rejeitado já que nesse dia necessitaria de maioria absoluta — mais de 50% de votos a favor — para tomar posse.

Se a proposta de Governo de Sánchez for, como previsto, chumbada no domingo, dia 5, será feita uma nova votação na terça-feira, dia 7, em que será apenas necessário mais votos a favor do que votos contra para a investidura. Aí, caso o PSOE retifique internamente o acordo celebrado com a ERC, Sánchez terá já assegurado a tomada de posse e formação de Governo.