“Não passámos tempo nenhum a discutir esse assunto.” Direto e sem rodeios, o ministro das Finanças do Canadá enterrou assim a ideia de que já haveria uma decisão tomada no Governo de Justin Trudeau e que os contribuintes canadianos iriam pagar parte da segurança de Meghan e Harry, os duques de Sussex que decidiram tornar-se independentes. A fatura é gorda: 1,1 milhão de euros por ano, valor que atualmente é suportado pelo Reino Unido. As declarações de Bill Morneau foram feitas aos jornalistas na segunda-feira à tarde, em Toronto, e citadas por vários media canadianos.

Na véspera, o tabloide britânico London Evening Standard avançava — sem citar quaisquer fontes — que Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, teria garantido, durante uma conversa privada com a rainha Isabel II, que o seu país estava pronto para garantir e suportar a segurança de Meghan, Harry e do bebé Archie, que pretendem passar a viver parte do ano naquele país, depois de terem anunciado que deixarão de ser membros seniores da família real britânica, seguindo uma vida de independência financeira.

Com esta decisão, segundo a imprensa internacional, fica em causa quem pagará a segurança dos três membros da família real que, apesar de se afastarem das obrigações da realeza, irão manter os seus títulos de duque e duquesa de Sussex.

O ministro das Finanças canadiano não afasta totalmente a hipótese de o Canadá vir a apoiar, de alguma forma, o casal real, mas garante que isso ainda não foi discutido “formalmente” no seio do governo. Depois de afirmar, em Toronto, que o executivo não passou “tempo nenhum a discutir esse assunto”, acrescentou que “não houve qualquer discussão sobre o tema até à data”.

“Obviamente que, enquanto membros da Commonwealth, estamos sempre prontos para garantir que desempenhamos um papel”, disse. Já o porta-voz do primeiro-ministro canadiano recusou tecer comentários sobre o assunto, segundo o site da CBC, a rede pública de rádio e televisão do país.