O espanhol Carlos Sainz venceu o Rally Dakar na vertente de carros. É o terceiro da sua longa carreira, aos 57 anos.

Sainz terminou a última etapa na quinta posição, a 3.56 minutos de Al-Attiyah, o que foi suficiente para garantir a vitória nesta prova de todo-o-terreno a decorrer na Arábia Suadita. O piloto espanhol  ganhou quatro das 12 especiais da 42.º edição com os cinco mil quilómetros cronometrados com 42:59.17 horas, tendo uma vantagem de 6.21 minutos de  Nasser Al Attiyah, que ficou na 2.ª posição, e de 9.58 minutos do francês Stéphane Peterhansel, que terminou em 3.º.

Carlos Sainz, que já tinha vencido o Dakar com a Volkswagen (2010) e a Peugeot (2018), ganhou a edição de 2020 ao volante da Mini. O piloto de 57 anos, que já era o mais velho a conquistar o Dakar, amplia agora esse recorde.

Na categoria das motos, Ricky Brabec deu a vitória à Honda, acabando, assim, com o reinado da KTM (que vinha desde 2001). O norte-americano venceu duas das 12 etapas desta 42ª edição — foi a primeira vez que este piloto conquistou o prémio final Rali Dakar de todo-o-terreno.

A equipa de Brabec, gerida pelos portugueses Ruben Faria e Hélder Rodrigues, gastou 40:02.36 horas para cumprir os cerca de cinco mil quilómetros cronometrados em 12 etapas, deixando para trás o chileno Pablo Quintanilla (Husqvarna), segundo na classificação, a 16 minutos de distância.

O Rali Dakar 2020 ficou marcado pela morte do piloto português da Hero Paulo Gonçalves, na sétima etapa.

Nota – Editado com correção relativa à equipa pela qual corria o piloto português Paulo Gonçalves: era a Hero e não a Honda, como inicialmente referido no artigo. Pelo lapso, as nossas desculpas.