A Federação Portuguesa de Futebol abriu um processo disciplinar ao Sporting, na sequência da atitude dos seus adeptos na última partida dos leões para o campeonato — frente ao Benfica, no Estádio José Alvalade. O motivo é o arremesso de tochas por parte de adeptos leoninos, no início da segunda parte do jogo. A notícia está a ser avançada pela RTP.

Após o arremesso de tochas, no início da segunda parte, o jogo foi interrompido durante cerca de cinco minutos. As tochas foram arremessadas a partir do topo sul do Estádio José Alvalade, onde estavam concentrados adeptos do Sporting. Uma parte do relvado ficou queimada e foi necessária a intervenção dos bombeiros.

Após o jogo, a Liga de Clubes pediu uma reunião de urgência ao ministro da Administração Interna após este incidente com tochas, potes de fumo e petardos no Estádio José Alvalade.

Há cerca de dois meses, em novembro, o Sporting foi multado em 15 mil euros, pela utilização de objetos pirotécnicos por adeptos leoninos durante uma partida frente ao Vitória de Guimarães.

“Estes adeptos atiram tochas para o nosso relvado”, disse Varandas este mês

Já no início deste mês, o presidente do Sporting pediu publicamente para que se comece a responsabilizar devidamente os autores de delitos como a utilização de engenhos pirotécnicos nos estádios — já que há “capacidade para identificar 90% dos adeptos” —, em vez de multar os clubes em cujos estádios os delitos são cometidos. “Isto penaliza muito os clubes. No caso do Sporting, acaba por ser ainda mais ridículo e caricato. Esses adeptos atiram tochas para o nosso relvado, para os nossos adeptos”, apontou então Frederico Varandas.

Esta terça-feira, o jornal A Bola noticiou que a direção dos leões pretende criar uma caixa de segurança — em tempos chamada de “gaiola” — numa das bancadas do Estádio José Alvalade para instalar ali as suas claques. Com dois dos grupos organizados de adeptos do Sporting, a Juventude Leonina e o Directivo Ultras XXI, o Sporting decidiu cortar relações institucionais.