Foi à porta da antiga mansão do malogrado Jeffrey Epstein, que Geoffrey Berman atualizou as novidades, ou falta delas, no caso que associa o controverso magnata ao príncipe André. Segundo o advogado do estado de Nova Iorque, o filho de Isabel II ofereceu até à data, “zero colaboração”, recusando-se a responder aos pedidos do FBI e das autoridades federais para ser interrogado. A notícia foi avançada esta segunda-feira por meios como o The Guardian e o The New York Times.

Há muito que a relação entre o André e o falecido milionário tem sido escrutinada, chegando mesmo o príncipe a conceder uma polémica entrevista à BBC, na qual não só não esclareceu várias questões como deixou ainda mais dúvidas no ar sobre o seu alegado envolvimento num escândalo de abuso sexual com menores — Virginia Giuffre é um dos nomes que mais tem estado em destaque entre as supostas vítimas. Entretanto, André viu-se mesmo forçado a abandonar as suas funções públicas.

Apesar de ter mostrado intenção de colaborar com as autoridades do outro lado do Atlântico, manifestando mesmo publicamente essa intenção há cerca de um mês, a verdade é que parece ter ignorado todos pedidos. “Até agora, o príncipe André prestou zero colaboração”, frisou Berman, responsável por indiciar Epstein em 2019 (Epstein que se terá suicidado na prisão antes de chegar a enfrentar julgamento), e lembrando que tanto o seu escritório com o FBI contactaram os advogados britânicos da família real, sem sucesso na resposta.

Recorde-se que Virginia Roberts Giuffre recorda ter conhecido Jeffrey Epstein na Florida em 2000, com o qual terá viajado pelo mundo e sido pressionada a manter relações sexuais com vários homens, incluindo o príncipe André. À época, Virginia era menor. Todos os nomes apontados negaram entretanto todas as acusações. Quanto ao príncipe, Giuffre sustenta que se encontrou com o príncipe três vezes, a seu pedido, incluindo uma em Londres, em 2001, em casa da namorada de Epstein, Ghislaine Maxwell.