O Algarve registou mais de 20 milhões de dormidas na hotelaria em 2019, num total de cerca de 4,4 milhões de hóspedes, na sua maioria britânicos, indicam dados esta terça-feira revelados pela maior associação do setor.

De acordo com um estudo da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), no ano passado, a maioria dos turistas que ficaram alojados na hotelaria eram estrangeiros (3,2 milhões), sobretudo do Reino Unido. Os turistas britânicos foram quem mais contribuiu em número de hóspedes (30,5%) — com impacto positivo nos resultados do ano -, seguidos dos portugueses (20,5%), alemães (10,2%) e holandeses (6,5%), adianta uma nota enviada pela AHETA.

“O facto que mais influenciou os resultados turísticos de 2019 é o que resultou do aumento da procura do mercado britânico, após as descidas de 8,5 e 6% em 2017 e 2018, respetivamente”, refere a associação. De acordo com a AHETA, a diminuição da procura dos mercados alemão e holandês foi compensada pela recuperação do mercado britânico, que contribuiu para uma taxa de ocupação média por quarto de 63,8% em 2019, mais 0,9% do que no ano anterior.

Já a taxa de ocupação média por cama situou-se nos 54,4%, mais 1,6% do que em igual período de 2018, contudo, apesar da subida verificada em 2019, a ocupação por cama continua abaixo da verificada em 2016 e 2017. O Algarve recebeu ainda 1,3 milhões de turistas estrangeiros que recorreram a casa própria, familiares ou amigos para a sua permanência no Algarve durante o ano, sublinha a associação.

Em termos de estadia média, os turistas holandeses foram os que, em média, mais noites permaneceram na região (8,2 noites), seguidos dos alemães e suecos e dos canadianos. Os espanhóis são os turistas que menos pernoitam no Algarve (2,8 noites), seguidos dos portugueses (3,7 noites).

As zonas de Albufeira com 49,5 mil camas, Portimão, Praia da Rocha e Alvor (18,5 mil) e Vilamoura, Quarteira e Quinta do Lago (17,2 mil), são “as mais importantes do Algarve”, representando quase 65% da capacidade de alojamento na hotelaria.

Como aspetos negativos de 2019, a associação refere as falências de companhias aéreas como a Flybmi, WOW Air, Aigle Azur, Germania e Thomas Cook, que tiveram “um impacto negativo” nos números do turismo do Algarve. “A falência do Operador Turístico Thomas Cook causou prejuízos da ordem dos 15 a 20 milhões de euros, respeitante a faturação vencida e não paga aos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve, para além de ter afetado seriamente a confiança dos consumidores”, sublinha.

A AHETA estima, para 2020, um “aumento ligeiro” das ocupações (mais 1%), tendo os preços subido 1,7%, em média, “o que vai contribuir para uma melhoria ligeira da situação financeira das empresas”.

Os dados que compõem o estudo divulgado esta terça-feira resultam de estudos mensais feitos pela associação com base em inquéritos feitos aos associados.