A economia portuguesa cresceu 2,0% em 2019, uma décima acima do estimado pelo Governo, de acordo com a divulgação dos números do Produto Interno Bruto (PIB) feita esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo o INE, no quarto trimestre de 2019, o PIB nacional cresceu 2,2% em termos homólogos (comparação com o mesmo período de 2018) e 0,6% em cadeia (relativamente ao terceiro trimestre de 2019).

Os números esta sexta-feira superam em uma décima os estimados pelo Governo, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Conselho das Finanças Públicas, mas estão em linha com a previsão do Banco de Portugal e da Comissão Europeia. Estão 0,4 pontos percentuais abaixo do crescimento registado em 2018 (2,4%), ano em que já se tinha assistido a uma desaceleração da economia portuguesa face a 2017 (crescimento de 3,5%).

A evolução económica registada no ano passado “resultou do contributo positivo menos intenso da procura interna, refletindo o abrandamento do consumo privado”. “A procura externa líquida apresentou um contributo ligeiramente menos negativo do que em 2018, verificando-se uma desaceleração das exportações e das importações de bens e serviços”, adianta ainda a estimativa rápida hoje divulgada pelo instituto de estatísticas.

Já o aumento de 2,2% em termos homólogos registado no quarto trimestre teve o contributo positivo “da procura externa líquida”, depois de “ter sido negativo nos trimestres anteriores, observando-se uma aceleração das exportações de bens e serviços e uma desaceleração das importações de bens e serviços”. “A procura interna registou um contributo positivo menor do que o observado no trimestre anterior, verificando-se uma desaceleração do consumo privado e da Formação Bruta de Capital Fixo [rubrica de investimento]”, adianta ainda o INE.

Na comparação do quarto trimestre com o comportamento da economia no terceiro trimestre do ano passado (crescimento de 0,6% em cadeia), o INE assinala que o contributo da procura externa líquida “passou de negativo para positivo no quarto trimestre, enquanto o contributo da procura interna foi negativo, após ter sido positivo”.

Depois da estimativa rápida conhecida esta sexta-feira, o INE divulgará os números definitivos em 28 de fevereiro.