A Câmara de Vila Real apresentou uma candidatura para o projeto “Para cá do Marão embalagens Não!”, que prevê investir 750 mil euros para reduzir resíduos e reciclar latas, garrafas de plástico, pontas de cigarro e chicletes.

“O objetivo é sensibilizar para a deposição correta dos resíduos”, afirmou esta segunda-feira à agência Lusa Mafalda Carvalho, vereadora do pelouro do Ambiente.

O projeto representa um investimento global de 750 mil euros e terá a duração de 2 anos, período durante o qual serão desenvolvidas ações de animação e de dinamização.

A candidatura foi submetida ao Programa Ambiente financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu – EEA Grants 2014-2021.

Mafalda Carvalho defendeu que é preciso fazer “um uso consciente do plástico, depositá-lo no sítio certo e fazer o devido aproveitamento, tanto para reutilização, cada um individualmente nas suas casas, como para reciclar e dar um novo uso ao material”.

A iniciativa pretende promover a “economia circular” no setor das embalagens de bebidas de plásticos e de latas.

“Para dar um incentivo a que as pessoas percebam todo este ciclo do plástico, vamos instalar máquinas de recolha de garrafas de plástico e latas, onde as pessoas vão obter vales de desconto em quatro grandes superfícies que quiseram connosco construir este projeto”, explicou.

Segundo a vereadora, “as embalagens recolhidas vão ser usadas para a instalação de um parque infantil, que será inteiramente produzido através de plástico reciclado”.

O parque infantil vai ser colocado “simbolicamente” nas imediações do parque Corgo que é considerado, de acordo com a autarca, o “pulmão da cidade”. “Para que todos tenham a noção que é possível utilizar o plástico de uma forma sustentável”, referiu.

O projeto contempla também a implementação de estruturas para a recolha de chicletes e de pontas de cigarro, cujo destino final é a reciclagem com vista, por exemplo, à produção de novos materiais como os “e-tijolos”.

Prevê-se a instalação de bebedouros, nos edifícios e equipamentos municipais e nos agrupamentos de escolas, de forma a disponibilizar a água da rede pública e diminuir, assim, a produção de resíduos de garrafas.

A cada bebedouro será associado um sistema de medição (smart meter) para contabilizar a quantidade de água.

A população vai ser chamada a repensar os seus hábitos e a refletir sobre a sua contribuição para a pegada ecológica do planeta, através da realização de ações de recolha de resíduos ao longo do troço urbano do rio Corgo.

Pretende-se ainda envolver as escolas, através de trabalhos, debates e concursos de ideias.

“O objetivo é consumir menos plástico. É um projeto totalmente transversal ao ciclo do plástico”, concluiu Mafalda Carvalho.

Promovido pelo município, o projeto quer também envolver a Resinorte, empresa responsável pelo tratamento e valorização dos resíduos sólidos urbanos, a Associação Douro Histórico, as cadeias de supermercados e o Laboratório de Paisagem.