O cardeal António Marto preside esta quarta-feira, em Fátima, à celebração da consagração de Portugal e de Espanha ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria.

“O terço será recitado em espanhol e português e, no final, será proclamada a oração de consagração, que é um ato inédito na medida em que os dois países, em simultâneo e em conjunto, se vão consagrar”, explica o Santuário de Fátima. A cerimónia decorrerá à porta fechada, a partir das 18h30, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Segundo o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa, “todas as dioceses estarão unidas na oração do rosário pelas intenções de todo o mundo, e em particular de Portugal, nesta situação dramática” que se vive devido à Covid-19. A esta celebração junta-se também a Conferência Episcopal Espanhola.

O Santuário de Fátima explica que “a iniciativa portuguesa surgiu de um pedido, feito por um conjunto de leigos que reuniu milhares de assinaturas, dirigido ao presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, que depois consultou todos os bispos portugueses que anuíram ao pedido”, confiando a António Marto a proclamação da oração.

A 20 de outubro de 2019, os bispos católicos consagraram a Igreja Católica ao Sagrado Coração de Jesus, em Fátima, durante a missa de encerramento do Ano Missionário, no Santuário de Fátima, assinalando também os 175 anos de presença em Portugal do Apostolado da Oração”, acrescenta.

A primeira consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria aconteceu a 13 de maio de 1931, oito meses depois do reconhecimento oficial das aparições pelo bispo de Leiria, no final da primeira peregrinação nacional do episcopado português a Fátima.

Na semana passada, o papa Francisco convocou todos os fiéis do mundo para rezarem um Pai Nosso ao meio-dia desta quarta-feira, um gesto para universalizar a oração para lutar contra a pandemia do novo coronavírus. “Nestes dias” em que “a humanidade treme com a ameaça da pandemia, gostaria de propor a todos os cristãos que unissem as suas vozes”, disse Francisco, depois da oração do Angelus.