Quando a Nissan apresentou o Leaf em 2010, impulsionada por Carlos Ghosn, o obreiro da aposta eléctrica do construtor japonês, a Tesla ainda estava a dois anos de apresentar a primeira versão do Model S. À primeira geração seguiu-se a segunda, substancialmente mais sofisticada e evoluída, o que fez do Leaf o mais vendido na Europa e no mundo, antes da Tesla introduzir o Model 3.

Apesar da concorrência, o Leaf continuou a liderar as vendas mundiais e europeias, mesmo se a partir de 2012 passou a ter a concorrência do Renault Zoe, que depois viria a disputar a liderança europeia. Mas a sua competitividade manteve-se, tanto mais que Leaf e Zoe praticam preços semelhantes, apesar do primeiro ter mais quase 50 cm do que o segundo, obviamente mais recente.

Mas se todos achávamos que o Leaf teria de reduzir os seus preços, agora que o VW ID.3 está em vias de entrar no mercado, ele que vai ser proposto por 30.000€, eis que um estudo mostra como o eléctrico da Nissan é proposto pelos preços mais variados por esse mundo fora, oscilando entre cerca de 26.000€ e mais de 100.000€.

O estudo realizado pela Compare the Market visitou 49 sites oficiais da Nissan, por esse mundo fora, e concluiu que há grandes discrepâncias entre os inúmeros países. De acordo com a pesquisa, o Leaf é mais barato em Espanha, onde é proposto por 25.900€, surgindo Portugal na terceira posição entre os locais mais acessíveis, com um valor de 26.880€. Contudo, no nosso país e segundo o site da marca, o Leaf é proposto por 34.600€, preço que baixa para 30.075€ com as promoções, para particulares. Depois baixará ainda mais para empresas, que podem recuperar o IVA, além de outras vantagens financeiras.

Se Portugal figura entre os países em que o Leaf é mais barato, é bom termos presente que há mercados em que o preço do eléctrico japonês ultrapassa os 100 mil euros. No Brasil é comercializado por 41 mil euros (45.630$), na Argentina 59.500€ (64,675 dólares) e em Singapura está disponível por 101.000€, cerca de 110 mil dólares. O que desencorajará qualquer um, mesmo que as suas preocupações ambientais sejam enormes.