Se o nome Pixo lhe soa familiar como um modelo da Nissan, não anda longe da realidade, uma vez que o construtor japonês comercializou um Pixo de 2008 a 2013, um pequeno citadino barato e simples, mas que estava longe de se assumir como das melhores propostas do segmento. Agora, em 2026 e após 13 anos de interregno, a Nissan volta à carga com um novo Pixo, mas um modelo que alinha pelos melhores do segmento em eficiência, autonomia e versatilidade.
O primeiro Pixo consistia essencialmente num Suzuki Alto produzido na Índia pela Maruti Suzuki, com o novo Pixo a herdar igualmente a base de um modelo conhecido, tendo desta vez como base a plataforma e parte da carroçaria do Twingo, mas usufruindo de suficientes diferenças ao nível da frente e da traseira para transmitir a sensação de estarmos perante um carro novo. Tudo isto sem abrir mão dos trunfos do Twingo, considerado como um dos melhores citadinos eléctricos.
O Pixo de 2026 monta uma bateria LFP (com a química de lítio ferro-fosfato) com uma capacidade útil de 27,5 kWh, oferecendo em qualquer das versões carregamentos em AC a 11 kW e em DC, a 50 kW, o que torna a utilização deste veículo mais versátil e capaz de servir para deslocações mais longas. Isto porque consegue passar de 15% a 80% de capacidade em apenas 28 minutos. E, uma vez com a bateria recarregada, o Pixo é capaz de percorrer 259 km entre recargas, muito próximo dos 263 km anunciados pelo Twingo.
O novo citadino eléctrico da Nissan que vai reforçar a gama a bateria da marca, que já conta com o Micra (entre os utilitários) e o Leaf (entre os compactos), reclama um comprimento de 3,796 m, uma largura de 1,790 m, uma altura de 1,512 m e uma distância entre eixos de 2,492 m. Como o assento posterior é regulável longitudinalmente, podendo deslizar 17 cm para a frente ou para trás, o Pixo disponibiliza assim um volume para bagagens que pode oscilar entre 205 e 305 litros, valores idênticos aos anunciados pelo “irmão” francês, mantendo as duas filas de bancos.
Dacia apresenta a 2.ª geração do Spring, o novo eléctrico com preço-canhão
Se a bateria é a mesma utilizada pelo Twingo (27,5 kWh), o motor não lhe fica atrás, debitando os mesmos 82 cv, o que lhe deverá permitir ir de 0-100 km/h em 12,1 segundos e estar limitado a uma velocidade máxima de 130 km/h, apesar da marca não ter ainda anunciado as prestações do modelo. Quando chegar ao mercado, o Pixo irá enfrentar como concorrentes o seu “irmão” principal, o Twingo, mas igualmente o “irmão” secundário, uma vez que também a Dacia – construtor do grupo Renault – concebeu o próximo Spring sobre a mesma base. Mas não faltarão outros rivais, todos eles eléctricos com menos de 4 metros de comprimento, como o Byd Dolphin Surf (bateria com 30 kWh e autonomia de 220 km) e o Leapmotor T03 (37,3 kWh e 265 km), a que em breve se vai juntar o citadino da VW a construir em Portugal pela Autoeuropa.
O Nissan Pixo tem programado iniciar as entregas a clientes no início de 2027, enviado a partir da fábrica do grupo Renault em Novo Mesto, na Eslovénia, de onde também sai o Renault e o Dacia. O construtor japonês ainda não revelou o preço das diferentes versões do Pixo, mas o modelo irá disputar um segmento do mercado em que, para ter sucesso, tem de ser proposto por um valor de 20.000€ ou ligeiramente inferior, tal como acontece com o Twingo, transacionado por 19.490€ na versão Evolution, com o Spring a ser o mais acessível (menos de 18.000€), como aliás é tradição da marca.