O Governo de Hong Kong ordenou esta segunda-feira a retirada de todos os materiais didáticos e livros escolares que possam violar a lei de segurança nacional, imposta na semana passada por Pequim.

Segundo o Departamento da Educação do Governo de Hong Kong, os diretores das escolas e os professores “devem analisar o material pedagógico e os livros” e “retirá-los [do ensino] se encontrarem conteúdos desatualizados ou que possam aparentar-se aos tipos de infração” definidos pela lei.

A diretiva enviada às escolas foi anunciada dois dias após as bibliotecas terem também sido avisadas para retirar das prateleiras obras suscetíveis de violar a lei da segurança nacional.

Entre os autores cujos títulos deixarão de estar disponíveis figuram Joshua Waong, um dos militantes e ativistas pró-democracia mais conhecidos, e Tanya Chan, uma deputada também defensora das liberdades em Hong Kong.

A 1 deste mês, o regime chinês impôs à antiga colónia britânica um texto muito controverso que está a levar a oposição a temer um declínio sem precedentes nas liberdades no território que, em 1997, regressou à China embora com um estatuto autónomo

A nova lei visa reprimir a subversão, a secessão, o terrorismo e o conluio com forças estrangeiras.