[Artigo atualizado a 13 de julho com a deliberação da Assembleia Municipal do Porto]

A antiga linha ferroviária que liga a estação de Campanhã à Alfândega foi desativada em 1989, sendo um trajeto com quatro quilómetros de extensão pela encosta do rio Douro, composto por um túnel. No final do ano passado, a Câmara Municipal do Porto revelou interesse na sua reativação e em cima da mesa tinha dois projetos possíveis. Por um lado, uma ciclovia “para fruição dos cidadãos”, por outro, uma ligação rápida com um veículo urbano “com capacidade para mais de 20 mil passageiros por ano”.

O primeiro projeto, explica a proposta do vereador do urbanismo, Pedro Baganha, “consiste na criação de um novo percurso pedonal e ciclável, aproveitando os troços em túnel e a céu aberto, bem como na requalificação ambiental e paisagística da sua envolvente, nomeadamente através da criação de um parque urbano em socalcos, em toda a área adjacente ao canal ferroviário”. Este plano prevê ainda “o reforço da relação entre a cota baixa, junto ao rio, e a cota alta, da cidade consolidada, estando previstas diversas ligações, algumas das quais a dotar de meios mecânicos”.

A segunda hipótese a consiste na utilização do Ramal da Alfândega para “uma ligação rápida entre Campanhã e a Alfândega, através de um transporte pendular, confortável e elétrico, operado por veículos modernos que prestarão um serviço de mobilidade inédito entre estes dois polos de elevada atração urbana, tendo como principal objetivo a redução do número de veículos motorizados que entram diariamente na cidade”.

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