O mês de junho de 2018 foi talvez um dos mais atribulados, históricos (em todos os sentidos) e marcantes ao longo da história do Sporting. Esse mesmo mês de junho começou com a chegada de duas cartas de rescisão à SAD verde e branca, entre as quais a de Rui Patrício (a outro foi de Podence). Aquele que tinha assegurado a baliza dos leões ao longo de mais de uma década estava de saída e era necessário encontrar um sucessor para estabilizar a posição que foi sempre solução e que de repente se tornou problema. Antonio Adán, entre as várias opções em cima da mesa, seria o eleito. Depois, tudo mudou. Literalmente tudo. Mas, após dois anos, chegou a Alvalade.

“Sinto muita felicidade. Depois de acabar a Liga dos Campeões com o Atl. Madrid, desejava incorporar-me neste grande clube, com tanta história em Portugal. Estou muito feliz por pertencer a este clube. Conheço a quantidade de títulos que o clube tem no palmarés, a massa adepta e o esforço, dedicação e entusiasmo. Acredito que venho contribuir para isso”, comentou o espanhol em declarações aos órgãos oficiais verde e brancos.

Formado no Real Madrid, onde esteve mais tarde no plantel sénior entre 2008 e 2013 e ganhou uma Liga, uma Taça e uma Supertaça de Espanha, Adán foi cedido ao Cagliari na temporada de 2012/13 antes de rumar ao Betis, onde esteve até 2018 ganhando um título da Segunda Liga sempre como titular. Nesse verão em que o Sporting apenas num mês destituiu um presidente, teve nove jogadores a rescindirem e foi chefiado por uma Comissão de Gestão que tentou sem conseguir, Adán era o referenciado para a baliza, negócio ficou congelado perante toda a instabilidade institucional e contratação de Sinisa Mihajlovic pouco anos da Assembleia Geral destitutiva fez com que a opção recaísse depois em Emiliano Viviano, italiano que nunca jogou nos leões. Já em julho, o guardião assinou pelo Atl. Madrid e ficou duas épocas como suplente de Oblak.

Sporting oficializa Pedro Gonçalves e Feddal, tem Adán e Nuno Santos na calha mas ainda procura “o” reforço da temporada

“Alvalade é um estádio espetacular. É uma pena que não possamos contar, neste momento, com os nossos adeptos, mas estou esperançoso que esta situação acabe o quanto antes e que possamos ter os nossos connosco. Estou seguro que vai estar ainda mais bonito do que quando o vi na semana passada. Vou chegar ao Sporting no melhor momento da carreira, com uma maturidade tremenda e estou ansioso para poder jogar e contribuir com a experiência e com o trabalho que tenho vindo a realizar”, comentou o novo “rival” de Luís Maximiano.

“Tanto o Feddal, como o Pedro Porro, como o Antunes são jogadores que vieram da Liga espanhola e já nos conhecemos. Vai ajudar à adaptação, claro. Mas todos me falam bem do grupo. É um grupo jovem mas um grupo bom e acredito que a adaptação, tanto ao grupo como à cidade, vai ser muito boa. Concorrência? É bom para mim, para a equipa e para o clube. Quanto mais competitividade existir em cada posição, mais a equipa cresce e mais perto fica o clube de atingir os objetivos. Somos companheiros mas todos com a ambição de poder jogar”, disse ainda, prometendo “muito trabalho, muito dedicação e muito esforço” ao serviço dos leões.

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Antonio Adán já esteve em Alcochete depois de ter assinado contrato por duas temporadas, com mais uma de opção, sendo o quinto reforço da nova temporada depois de Pedro Porro, Antunes, Feddal e Pedro Gonçalves. Nuno Santos, extremo do Rio Ave, será apresentado também muito breve, depois de o negócio com a formação vila-condense ter ficado fechado por um valor a rondar os 3,5 milhões mais parte dos passes de Gelson Dala e Francisco Geraldes. Tal como o Observador referiu no início da semana, o objetivo agora passa por resolver uma série de casos de jogadores para vender ou emprestar, sendo que o clube continua a apontar a uma contratação mais sonante para o ataque, que os responsáveis pretendiam que ficasse fechada ainda esta semana.