As uniões dos sindicatos de Castelo Branco e da Guarda afetas à CGTP exigem, através de um abaixo-assinado, a reposição dos preços dos passes sociais nas autarquias que integram Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIM-BSE).

O documento surge depois de a CIM-BSE ter decidido limitar o apoio à aquisição de passes de transportes “a pessoas em situação de carência económica comprovada”, no valor de 50%.

Anteriormente, o apoio abrangia todos os utentes, prevendo uma redução de 40% para os passes normais e de 60% para maiores de 65 anos e menores de 23. No entender das uniões de sindicatos, esta medida vem adulterar os princípios e pressupostos que levaram à criação do programa de Apoio à Redução Tarifária e teve como principal consequência o “desmesurado aumentos dos passes sociais” nos concelhos que integram a CIM-BSE.

No abaixo-assinado que vai ser colocado a circular junto da população, empresas e locais de trabalho, é sublinhado que a medida é discriminatória para as regiões do interior e salienta-se que os munícipes que vivem naquela região “são penalizados com aumentos injustificados, enquanto nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto se mantêm os descontos nos valores dos passes”. O documento salienta igualmente que esta decisão “é perniciosa do ponto de vista ambiental” e critica a posição dos presidentes de câmara.

“Com esta decisão, os responsáveis da CIM-BE mostram que não defendem o Interior, como aliás já se tinha visto com a forma como se demitem da luta pela abolição das portagens e como assumem um papel de subserviência em relação ao poder central”, lê-se na apresentação.

A CIM-BSE é constituída por 15 municípios: 12 do distrito da Guarda (Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Fornos de Algodres, Guarda, Gouveia, Manteigas, Meda, Pinhel, Seia, Sabugal e Trancoso) e três do distrito de Castelo Branco (Belmonte, Covilhã e Fundão).