O incêndio no Estádio da Luz após o dérbi entre Benfica e Sporting, que provocou graves danos não só em cadeiras mas também na própria estrutura na zona da caixa de segurança para os adeptos visitantes, já tem quase nove anos mas continua a dar que falar. Neste caso, nos tribunais. E os leões, após várias derrotas na justiça desportiva, avançaram com um processo contra as águias, com o intuito de dividir a fatura de 360 mil euros dos estragos.

Tarjas, cânticos, very light e desvio de jogadores: esta é a história de uma rivalidade sem fim

Depois do incêndio, várias equipas de peritos visitaram o local na companhia de responsáveis dos clubes e das entidades reguladoras, ficando provado que o incêndio ateado danificou não só 556 cadeiras mas também parte da estrutura dessa bancada, em betão armado. Numa decisão do Conselho de Disciplina da Federação confirmada mais tarde pelo Conselho de Justiça, o Sporting teve de pagar um total de 360 mil euros pelos estragos.

O assunto estava resolvido mas, em 2015, já com Bruno de Carvalho como presidente dos leões (na altura do sucedido era Godinho Lopes que liderava o clube), o conjunto verde e branco avançou com um ação para o Tribunal Judicial de Lisboa por discordar que esse montante fosse imputado na totalidade ao Sporting. Perdeu, numa decisão onde ficou provado também que quem ordenou a evacuação da bancada (na sua ótica tardia, colocando adeptos em risco) foi a PSP. Seguiu-se o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça e é aqui que entronca a notícia: de acordo com o Record (conteúdo fechado), o órgão decidiu recolocar tudo na primeira instância, o que faz com que o Sporting avance com novo processo contra o Benfica alegando que os encarnados eram os organizadores do jogo e, em paralelo, que a demora na retirada dos adeptos colocou os mesmos em causa.

Ou seja, e depois de ter pago os estragos na totalidade, os responsáveis leoninos pretendem que esse valor possa ser repartidos com o rival, determinando as instâncias de Justiça essa possibilidade e o montante a dividir.