A Alemanha registou 7.830 novas infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, o que representa um novo máximo pelo terceiro dia consecutivo, segundo os dados divulgados este sábado pelo Instituto Robert Koch (RKI) de virologia.

Na sexta-feira, o RKI tinha informado que a Alemanha contabilizava 7.334 novos casos, e na quinta-feira 6.638. Nas últimas 24 horas registaram-se 33 mortes devido à Covid-19.

Covid-19: Merkel pede aos alemães que fiquem em casa perante aumento dos casos

Desde o início da pandemia a Alemanha registou 356.387 contágios confirmados, 9.767 mortes sendo que o RKI estima que 287.600 pessoas tenham superado a doença.

Os números atuais estão claramente acima dos da primavera, quando o máximo de novas infeções foi registado em 28 de março com 6.294, mas os dados são difíceis de comparar devido ao aumento de exames realizados que faz com que mais casos sejam descobertos.

O índice de reprodução da doença (R) foi calculado em 1,22, o que significa que cada dez pessoas afetadas infetam uma média de 12,2 outras. No dia anterior, R era 1,08.

Na semana passada, Angela Merkel reuniu-se com chefes de governo dos 16 estados federais para coordenar medidas contra o aumento da pandemia.

O resultado mais importante do encontro foi o consenso de que medidas especiais deveriam ser tomadas quando num distrito ou cidade a incidência semanal ultrapassasse 50 novas infeções por 100.000 habitantes.

Em Berlim, onde a incidência semanal é de 88 infeções, foi decretado que os bares e restaurantes teriam que fechar às 23:00, mas os tribunais declararam esta medida desproporcional.

Além disso, a proibição de hotéis de hospedar pessoas de bairros com incidência semanal de mais de 50 infeções por 100.000 habitantes foi questionada por tribunais em vários estados federais.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e noventa e nove mil mortos e quase 39 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.