“No primeiro dia que entrei neste espaço disse: ‘isto vai ser meu’. Enquanto não consegui não fiquei quieto.” É assim que o chef Olivier começa por descrever a opção de instalar o restaurante Yakuza no antigo Café Monumental, em plena Avenida dos Aliados, no Porto.

O edifício desenhado pelo arquiteto italiano Michelangelo Soá, onde salta à vista a fachada neoclássica, foi construído em 1925 e nos 30 recebeu o icónico café que se tornou um dos mais luxuosos em toda a Península Ibérica. No mesmo palacete, inaugurou no ano passado o Le Monumental Palace, o hotel de cinco estrelas que representa o primeiro investimento da cadeia francesa Maison Albar.

Recheado de sofás aveludados, candeeiros pomposos e detalhes em mármore, o espaço despediu-se dos sabores tradicionais franceses, da pasteleira ao foie gras, para ser palco da cozinha japonesa. “Foi uma oportunidade única e penso que é uma aposta ganha. O Yakuza é a minha marca mais forte e, para mim, este é um dos hotéis mais bonitos que existem em Portugal. O hardware estava todo aqui, precisava de um toquezinho de software e conseguimos isso”, sublinha o responsável.

No novo “monumento” do Porto a comida é de ir ao céu. Só falta mesmo a estrela

Com dois pisos, 60 lugares sentados, um samurai na entrada e um balcão repleto de fruta, o Yakuza do Porto tem, à semelhança da casa mãe em Lisboa, uma carta oriental de fusão e empratamentos de encher olho e, claro, as redes sociais com fotografias gulosas.

Nas entradas, destacam-se best sellers como o taco sakana, com massa feita na casa recheada com uma mistura de peixes marinados em citrinos e guacamole, ou o tártaro de toro, feito com barriga de atum. Além do sushi, do sashimi e das tempuras, são os gunkans que ganham mais adeptos. Salmão, gengibre, ovo de codorniz e trufa preta, peixe yeallowtail e camarão doce do Alasca ou peixe branco, raspas de lima, gengibre, cebola confiada e la-yu (óleo apimentado), são apenas alguns exemplos de combinações possíveis.

Da cozinha também saem pratos para quem não é fã de comida asiática. Bife do lombo, picanha, massa com trufa negra ou bacalhau negro marinado em miso doce são algumas opções disponíveis para deixar os pauzinhos de lado. Nas sobremesas, as escolhas recaem no leite creme queimado de jasmim, manga e sancho ou no foundant de chá verde com gelado de sésamo.

O sushi e o sashimi são os reis da carta do Yakuza

Sakes, mojitos ou margaritas reinam na lista de cocktails, assim como o gin, a sangria,  o champagne ou os vinhos, que também podem ser saboreados no bar situado no mesmo piso, que contará com um Dj a partir das 19h. “A intenção é a entrada fazer-se pela porta do hotel, mas depois as pessoas circularem entre o bar, para um aperitivo ou digestivo, e o restaurante”, explica Olivier, acrescentando que em breve terá também disponível um menu de almoço (21€)

Esta é a terceira morada do grupo a chegar à Invicta, depois do KOB, dedicado às carnes maturadas, e do Guilty, com massas, hambúrgueres e pizzas. A pandemia atrasou a abertura deste último negócio, mas não desanimou o empresário, que já conta com 13 espaços próprios. “Para já, mais nenhum conceito virá para o Porto. Abrirei um Yakuza em Paris, mas já não será este ano”, adianta.

Av. dos Aliados, 151, Porto. 924 180 702. Domingo a quinta, das 12h30 às 15h; das 19h30 às 23h. Sexta e sábado encerra às 24h.