Precisamente um ano e um dia depois do primeiro caso de Covid-19 ter sido registado em Wuhan, na China, a remota ilha da Samoa, país situado no Oceano Pacífico e com apenas 200 mil habitantes, tem agora o seu primeiro caso suspeito nesta pandemia.

O caso ainda não é totalmente confirmado, mas sabe-se que se trata de um marinheiro da Samoa e que passou recentemente por Itália. A chegada à Samoa foi feita através de um voo precedente de Auckland, na Nova Zelândia. O primeiro teste feito a este marinheiro acusou positivo, mas um segundo teste deu negativo. As zaragatoas utilizadas nestes dois testes serão enviadas apenas na sexta-feira para a Nova Zelândia, que enviará um avião de carga até àquela ilha do Oceano Pacífico. Ali, será feita nova avaliação.

De acordo com as autoridades da Samoa, o marinheiro em causa foi colocado em isolamento profilático desde que chegou àquela ilha. Enquanto aguarda por resultados mais conclusivos, permanecerá em quarentena.

Apesar de até aqui não ter tido nenhum caso suspeito de Covid-19, a Samoa vive em estado de emergência desde março. A extensão mais recente desse regime foi a 27 de outubro e durará até 22 de novembro, altura em que se prevê nova atualização. Como medida preventiva, a Samoa fechou-se a voos internacionais, recebendo apenas aviões que partam da Austrália e a Nova Zelândia. Apenas é permitida a entrada a cidadãos da Samoa.

A possibilidade de a Covid-19 se espalhar naquele arquipélago, compostos por duas ilhas principais, é fonte de grande preocupação para as autoridades nacionais. Além da alta prevalência de obesidade e doenças cardíacas que coloca uma parte considerável da população em maior risco, a falta de infrastruturas é também um fator de preocupação no caso de uma epidemia ou pandemia.

A prova da fragilidade da Samoa em casos epidémicos foi o surto de sarampo de 2019, que infetou mais de 5.700 pessoas, das quais morreram 83. Já por esta ocasião, foi declarado o estado de emergência e foram proibidos ajuntamentos e celebrações públicas, como do Natal.

Já na última pandemia, a da gripe pneumónica, também conhecida como Gripe Espanhola, morreu 24% da população da Samoa, fazendo daquele país o que mais mortos teve per capita.

As “aldeias gaulesas” que resistiram à Gripe Espanhola