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Óbitos por Covid-19 alcançaram um novo máximo: morrem cinco pessoas de meia em meia hora

Este artigo tem mais de 1 ano

Pior dia de sempre em mortes por Covid-19 e o segundo mais grave em casos. Lisboa registou novos máximos e, no Centro, os óbitos estão a subir em flecha. Ocupação dos internamentos rondará os 93,4%.

Serviço de cuidados intensivos Neurocríticos do Hospital de São João, no Porto, 26 de outubro de 2020. As “doenças de inverno” que habitualmente lotam os serviços dos hospitais ainda não chegaram, mas no Centro Hospitalar Universitário de São João há alas esgotadas devido à “pressão” da covid-19, algo que os especialistas veem com “muita preocupação”. (ACOMPANHA TEXTO DA LUSA DO DIA 28 DE OUTUBRO DE 2020). ESTELA SILVA/LUSA
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ESTELA SILVA/LUSA

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Os óbitos por Covid-19 alcançaram um novo máximo esta sexta-feira: 234 pessoas morreram ao longo da última quinta-feira, vítimas da doença provocada pelo novo coronavírus, revela a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O número de mortes está a subir há 13 dias consecutivos, mas há 15 que está sempre acima dos 100. Nos últimos cinco ultrapassou as 200 mortes diárias e, agora, estão a morrer praticamente cinco pessoas a cada meia hora.

Portugal registou também mais 13.987 casos de infeção pelo novo coronavírus. É o segundo pior dia de sempre, ultrapassado apenas pelos 14.647 infetados reportados na quarta-feira passada.

Pior dia de sempre em internamentos

Este é também o pior dia de sempre em números de internamentos, incluindo nas unidades de cuidados intensivos. Neste momento, 5.779 pessoas estão internadas com Covid-19 (mais 149 do que ontem) e 715 estão em UCI — mais 13 que na última atualização.

Tendo em conta os dados que o secretário de Estado da saúde, António Lacerda Sales, partilhou na última quinta-feira, a ocupação em UCI subiu de 88% para 89,6%; e a ocupação em enfermaria está agora nos 93,4%, mais 2,4 pontos percentuais do que na quinta-feira.

O número de internamentos está a subir desde o dia 2 de janeiro e, de acordo com os últimos dados, quase seis pessoas com Covid-19 foram internadas por hora na última quinta-feira. Em UCI, onde os números sobem há dez dias, houve uma média de cinco entradas por dia.

Um em 17 portugueses já foi diagnosticado com uma infeção

Desde o início da pandemia, 609.136 pessoas já foram diagnosticadas com uma infeção pelo novo coronavírus, o que corresponde a 6% da população portuguesa e a uma proporção de um infetado diagnosticado em cada 17 indivíduos. O número real de infetados é superior a este.

Com este total de número de casos confirmados e com o número total de mortes desde o início da epidemia a subir aos 9.920, a taxa de letalidade é agora de 1,63. Ou seja, por cada 100 diagnosticados com uma infeção pelo SARS-CoV-2, um a duas pessoas morre por Covid-19.

O número de casos ativos em acompanhamento pelas autoridades de saúde subiu para 157.660, mais 6.434 do que na última atualização. Isto significa que uma em cada 65 portugueses sabe que está infetada neste momento e está em acompanhamento pelas autoridades de saúde.

Lisboa regista novos máximos de casos e mortes por Covid-19

A região de Lisboa e Vale do Tejo atingiu novos máximos tanto em novos casos, como em óbitos. Foram 111 vítimas mortais e 5.983 novos casos.

A região Centro registou mais mortes por Covid-19 do que o Norte: foram mais 48 mortes e 2.670 casos, enquanto o Norte teve menos duas e registou 4.270 casos. Entre 3 e 10 de janeiro, o Centro tinha alcançado um recorde de 20 no número médio de óbitos por dia. De 11 a 17 de janeiro, o valor subiu para 33. Esta semana já vai em 49 por dia.

O Alentejo registou mais 491 casos e 19 óbitos, o Algarve mais 459 infetados e oito mortes, a Madeira mais 84 casos e duas mortes; e os Açores não contabilizou casos fatais de Covid-19, mas identificou mais 30 positivos.

Duas das vítimas mortais da Covid-19 tinham entre 40 e 59 anos

Uma pessoa com entre 40 e 49 anos e outra com entre 50 e 59 anos morreram por Covid-19 na última quinta-feira. As restantes 232 vítimas mortais tinham 60 anos ou mais.

Recuperaram mais 7.319, fazendo subir o total para 441.556. No total, as autoridades de saúde têm 200.730 contactos sob vigilância, mais 7.830 do que na quinta-feira.

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