A cadeia de moda H&M teve um prejuízo de 104 milhões de euros no primeiro trimestre do ano fiscal (dezembro a fevereiro deste ano), devido aos efeitos negativos da pandemia de Covid-19.

A principal concorrente da espanhola Inditex tinha contabilizado um lucro de 188 milhões de euros no mesmo período do exercício fiscal anterior.

Desta feita, o resultado operacional líquido superou os 110 milhões de euros negativos, quando em idêntico período do ano anterior foi positivo em 263 milhões de euros. As vendas líquidas atingiram os 3.912 milhões de euros no primeiro trimestre, menos 21% em termos homólogos em moeda local, num período em que foram encerradas até 1.800 lojas (36% do total) devido às restrições postas em prática pelos governos para travar a pandemia de Covid-19. Já as vendas da H&M pela internet no primeiro trimestre do ano fiscal subiram 48% em termos homólogos.

A presidente executiva da H&M, Helena Helmersson, disse na apresentação dos resultados que a empresa vive um momento “muito exigente” e que as mudanças ao nível da digitalização e sustentabilidade aceleraram em consequência da pandemia.

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A liquidez da multinacional sueca é “muito boa” e totalizava 1.690 milhões de euros em 28 de fevereiro, aos quais se deve adicionar as linhas de crédito não utilizadas 2.454 milhões de euros, referiu.

O volume de mercadorias armazenadas (em stock) tinha um valor no final de fevereiro de 3.611 milhões de euros, ligeiramente inferior ao do ano anterior, e representava 21,5% do volume de negócios, embora seja esperado que o seu nível caia no curto prazo.