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O Internet Movie Database, vulgo, IMDb, classifica “Oslo” como um telefilme. E tem toda a razão; porém, levanta um problema: o que não será, hoje, telefilme? Durante décadas, telefilme era um género menor, um híbrido feito por aspirantes ou rejeitados da indústria do cinema, especialmente para o pequeno ecrã. O orçamento, claro, era proporcional: diminuto, e tudo o mais – atores, técnicos, décores – o que ele pudesse pagar. Servia para encher tardes de sorna ou ressaca de sábado e domingo. Quase podiam ser vendidos com o sofá.

Hoje, contudo, quando as grandes plataformas de streaming têm mais poder do que a Cristina Ferreira na casa dela e a pandemia sentenciou as salas de cinema ao degredo eterno, tudo – ou quase, quase tudo – é feito para o home video, tudo “telefilmes”. E, no entanto, sinais dos tempos, quem deu ainda por isso? Afinal, o que ainda há pouco era foleiro cota-se agora por cool… Ainda se usa esta palavra? Top, vá. Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é top.

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