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Slo Feng Shui. Uma lição de cor e a arte de vestir a casa para o verão (e para o teletrabalho)

Este artigo tem mais de 6 meses

Anne-Sophie mudou-se para Lisboa e criou um estúdio que integra design de interiores e feng shui. Através da cor, alcança a harmonia. Sem dó nem piedade, aponta os erros mais cometidos dentro de casa.

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Sanda Vuckovic

Sanda Vuckovic

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Por muito que o verão se queira fora de casa, é dentro dela que, durante o último ano, aprendemos a reorganizar espaço e tempo, ou seja, a viver adaptados às limitações impostas pela pandemia. No final do exercício, o que ganhámos foi um novo entendimento do lugar que habitamos, bem como a sua otimização nas diferentes valências — comer, dormir, trabalhar, brincar, relaxar, cuidar e divertir.

No entanto, nem só à dimensão utilitária se resume a vida entre quatro paredes. Estamos perante um terreno fértil para cultivar o gosto e as mais diversas referências visuais, segunda pedra angular do tão almejado conforto, fim último que, entretanto, se tornou vital. De forma bem mais subliminar, há quem afine a harmonia do espaço recorrendo a outras matrizes. A casa como campo energético, capaz de refletir emoções e influenciar, de forma mais ou menos positiva, a disposição dos seus ocupantes é a base de onde parte o feng shui.

Propostas de ambiente Slo Feng Shui

Sanda Vuckovic

Mas como pode uma metodologia ancestral chinesa coabitar com tendências de decoração e com as exigências do dia-a-dia? Anne-Sophie Tellier especializou-se em feng shui design para tornar possível este olhar integrado sobre a casa. Em Lisboa, montou o próprio estúdio, assente num serviço de consultoria, ora feito em parceria com arquitetos, ora direcionado para pequenas atualizações em interiores citadinos. Mais do que uma “análise psicoemocional” a uma determinada divisão, o trabalho começa precisamente pelos donos da casa.

“Na base do feng shui está este entendimento de que a casa é o reflexo de quem somos e do que estamos a viver num determinado momento. Ou seja, a casa conta a história das pessoas. Gosto de ter essa abordagem, mais espiritual se quisermos, mas também trabalho a decoração da casa, o lado mais material”, explica Tellier, de 39 anos, ao Observador.

O interesse pelo tema inaugurou um novo capítulo na vida de Anne-Sophie. De nacionalidade francesa, mudou-se há sete anos para Lisboa, depois de uma década a trabalhar o marketing de marcas de luxo. O apelo do mobiliário vintage e dos objetos decorativos, bem como dos respetivos artesãos, falou mais alto e, já em Portugal, procurou formação e design de interiores. “Cheguei a fazer projetos para lojas, restaurantes e residências, mas sentia sempre que faltava algo que desse mais sentido e profundidade aos meus projetos e que mostrasse que existe uma ligação entre pessoas e casas”, completa.

Anne-Sophie Tellier

Sanda Vuckovic

Tropeçar nesta prática chinesa foi inevitável. Em 2019, regressou a Paris para estudar na Ecole Française de Feng Shui, embora já com bilhete de volta garantido. Em setembro do ano passado, com uma pandemia a confinar milhões em todo o mundo, nasceu o Slo Feng Shui. O contexto adverso aumentou a exigência de quem procura novas soluções para a casa. Na cor, Anne-Sophie encontrou um dos mais poderosos elementos de harmonização do espaço.

Feng shui: uma lição de cor

Os “ajustes energéticos”, como lhes chama Tellier, podem ser feitos através de materiais e texturas, mas sobretudo através da cor, essa linguagem universal capaz de comunicar e contagiar humores, até aos olhos dos mais leigos na matéria. “É uma escolha pessoal. Uma cozinha não tem de ser sempre branca, da mesma forma que as cores devem ser sempre adaptadas à vivência de cada pessoa”, esclarece.

Uma pequena contextualização: cores, estações do ano, emoções e elementos da natureza estão ligados. “Os vermelhos e rosas estão associados ao fogo e ao verão, tons quentes que remetem para felicidade, segundo os ensinamentos do feng shui. Brancos e cinzentos surgem associados ao outono e aos objetos em metal, enquanto pretos e azuis servem de referência para o inverno. A primavera, época de renascimento, está intimamente ligada ao elemento madeira e às tonalidades de verde.

Peças sugeridas por Anne-Sophie Tellier: ilustração Divine is Magic, ambientadores Raw Care Studio, bancos Ghome e planta Limbo Shop

“A água, por exemplo, é um elemento importante dentro de uma casa. Mas há várias formas de aplicá-lo — através da cor azul, através de um quadro, de um aquário ou de um objeto decorativo que simplesmente tenha uma forma ondeante”, explica. Não há cores boas nem más — o objetivo de qualquer profissional nesta área é equilibrar o ambiente. “A cor é muito importante, mas não é o único elemento com que podemos jogar”, continua. Diversificar texturas (curiosamente, uma tendência que tem escalado nos últimos anos), apostar em símbolos de otimismo e trazer plantas para dentro de casa são outras das regras basilares.

Erros frequentes e dicas para o teletrabalho

“Apesar de tudo, diria que foi um bom momento para lançar o estúdio. Agora mais do que nunca, é importante que as pessoas se sintam bem no espaço onde vivem. O teletrabalho tende a aumentar as tensões dentro de casa e é preciso aliviá-las”, sugere Anne-Sophie Tellier, que continua a viver em Lisboa com a família.

Aos olhos de um especialista em feng shui, há erros que se repetem vezes sem conta e os espelhos nas paredes do quarto fazem parte da lista. Do ponto de vista das energias, trata-se de um objeto polémico, segundo esta filosofia. Não tê-lo de frente para a cama atenua o desequilíbrio, colocá-lo noutra divisão ou na parte interior da porta do roupeiro costa o mal pela raiz. “Também vejo muitas televisões nos quartos”, assinala Anne-Sophie numa nota negativa. O quarto é, por defeito, a divisão que inspira mais cuidados. A porta da divisão deve ser visível a partir da cama, embora não de frente. Casas de banho atrás da cama são de evitar, bem como a ausência de cabeceira.

Proposta de ambiente Slo Feng Shui

Sanda Vuckovic

A escolha das plantas, seres mais do que bem-vindos dentro de casa, também obedece a preceitos próprios. “As pessoas não diferenciam o tipo de planta, mas devem dar prioridade a espécies de folha arredondada, são símbolos de abundância. As flores secas também estão muito na moda, mas são coisas mortas e o que se pretende é uma celebração da vida”.

Numa altura em que o teletrabalho ainda é uma opção para muitas empresas e trabalhadores, não é demais sublinhar a importância de escolher um bom sítio para instalar o escritório. “Cada pessoa vai ter um setor mais favorável dentro de casa, que lhe estimule a produtividade, a concentração e até a criatividade. Vejo muita gente a trabalhar virada para uma parede por ser onde as secretárias estão encostadas. Às vezes, é melhor aproveitar a mesa da sala ou da cozinha do que estar num escritório já criado”, conclui.

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