Gostava mesmo de ter um coupé híbrido plug-in distinto e com uma autonomia em modo eléctrico sem rival? Então, olhe à sua volta e veja lá se não encontra qualquer peça valiosa de que queira desfazer-se: pode ser que assim faça negócio com a Polestar, que está a aceitar trocas, e se torne proprietário do primeiro modelo introduzido pela antiga divisão desportiva da Volvo.

Em 2017, já depois de constituída como marca independente – embora continue a ser propriedade dos chineses da Geely, tal como a Volvo -, a Polestar surpreendeu com a apresentação de um híbrido plug-in (PHEV) capaz de assegurar as deslocações da maior parte dos clientes em modo exclusivamente eléctrico, cortesia de montar uma bateria de 34 kWh, quando propostas similares tradicionalmente não ultrapassam os 14 kWh.

Isso explica o facto de o Polestar 1 homologar um alcance em modo eléctrico de 124 km no ciclo europeu de medição de consumos e emissões WLTP. E é também isso que está na base da certificação de um consumo médio de 0,7 l/100 km e emissões de dióxido de carbono de apenas 15 g/km, de acordo com o mesmo protocolo. Isto apesar de estarmos perante um coupé luxuoso com 600 cv e, mais importante do que isso, com 1000 Nm de binário (ficha técnica aqui).

Polestar 1 vai custar (em Portugal) 150.000€

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Fabricado na China, o coupé nórdico prepara-se para entrar na derradeira etapa de produção no final do ano com uma edição especial limitada a apenas 25 unidades, cada uma delas a custar 155.000€. Porém, alguns exemplares poderão ser adquiridos de uma forma diferente: pagando-os não com bitcoins ou qualquer outra criptomoeda, mas sim com obras de arte. E como a arte também já não é o que era – a própria Polestar lembra o caso dos ténis de Kanye West, que foram leiloados por 1,8 milhões de dólares em Abril passado -, os escandinavos estão abertos às mais diferentes propostas. A marca diz que está aberta a considerar “todas as formas de arte, incluindo pinturas, esculturas, fotografias, instalações e muito mais”.

10 fotos

Para validar as propostas recebidas, a Polestar recorre aos serviços de um consultor de arte, Theodor Dalenson. Se o especialista considerar a troca interessante, o passo seguinte é solicitar a duas grandes leiloeiras (Sotheby’s e Philips) uma avaliação do bem a ser trocado. Caso a Polestar avance para a troca, a obra de arte permanecerá como propriedade do fabricante durante um período de tempo não definido, mas a ideia é posteriormente aliená-lo e, expectavelmente, lucrar com a troca.

O CEO da Polestar, Thomas Ingenlath, prefere colocar a tónica na invulgaridade desta acção e no facto de o 1 ser o primeiro carro a poder ser adquirido com arte:

 Adoro a ideia de que artistas e coleccionadores possam comprar um Polestar 1 com arte – é um carro tão especial que quisemos arranjar uma forma única de celebrá-lo antes que sua produção chegue ao fim. É feito à mão, precioso e palpável, tal como uma obra de arte.”

A edição especial limitada a 25 unidades foi apresentada em Abril passado, no Salão de Xangai, e destaca-se pela pintura da carroçaria e das pinças de travão em ouro fosco, tom que no interior é utilizado nas costuras para um efeito simultaneamente desportivo e sofisticado.

Como as vendas da Polestar só se processam pela Internet, também neste caso é necessário aceder ao site da marca e submeter a proposta de troca até ao próximo dia 15 de Agosto. Potencialmente, não será uma tarefa fácil concretizar o negócio, pois a campanha destina-se não só à Europa, mas também aos Estados Unidos da América.