Noah teve alta hospitalar ao início da tarde desta segunda-feira. A criança que esteve desaparecida em Proença-a-Velha mais de 36 horas na semana passada já saiu, pelo próprio pé e acompanhado pela família, do Hospital de Castelo Branco, onde esteve internado desde que foi encontrado ao início da noite de quinta-feira. A criança até já brincou no domingo e no sábado, confirmou esta tarde a diretora clínica do hospital.

Durante a manhã, uma equipa multidisciplinar, que incluiu pediatras, psicólogos e assistentes sociais esteve reunida para avaliar a possibilidade da alta. A demora esteve relacionada com valores das análises que mostravam que o menino ainda estava desidratado, disse fonte do conselho de administração do hospital ao Observador. Na conferência de imprensa em que anunciou a decisão, a diretora clínica explicou que esta equipa decidiu que a criança já “está clinicamente bem para ter alta”.

“Foi um final feliz”, congratulou-se Eugénia André, admitindo que o menino esteve no hospital mais por ser fim de semana, pelo que o hospital quis “preservar a reabilitação total”, referindo-se ao facto de que ao sábado e domingo há falta de pessoas destas equipas em serviço. A diretora reforçou que a criança está bem e que tem um ótimo relacionamento com a família.

A criança tem sido hidratado com água desde que foi internado para recuperar da fraqueza muscular: está a recuperar das escoriações. “É uma criança muito bem disposta e divertida”, descreve a fonte do conselho ao Observador.

As horas em que Noah, de apenas dois anos, terá saído de casa, passado um rio e sobrevivido perdido no mato

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A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Idanha-a-Nova adiantou na passada sexta-feira que está “a analisar e a acompanhar” o caso. A presidente deste organismo de Idanha-a-Nova, Ivone Rente, salientou à Lusa que a CPCJ congratula-se “com o desfecho que o caso teve”, destacando que foi essencial para o resultado “o envolvimento e cuidado de toda a comunidade local, voluntários, proteção civil, bombeiros, Câmara Municipal, Junta de Freguesia e autoridades policiais”.

Melina, a cadela de Noah, não foi atrás dele porque não conseguiu passar a vedação. Pelos encontrados foram importantes para a investigação

A criança terá desaparecido na quarta-feira da casa dos pais, situada a cerca de 1,5 quilómetros do núcleo central da localidade de Proença-a-Velha, concelho de Idanha-a-Nova, e esteve desaparecida durante mais de 30 horas.

Depois de uma operação de busca em larga escala, o menino foi encontrado na quinta-feira, pouco antes das 20h00, num “setor de busca que foi alargado”, a quatro quilómetros de casa (em linha reta), ainda na zona de Proença-a-Velha, mas muito próximo da povoação de Medelim. “Existe a possibilidade de ter percorrido uma distância de 10 quilómetros“, disse o responsável das operações de busca, numa declaração aos jornalistas.

As buscas foram iniciadas ainda na manhã de quarta-feira e os meios foram sendo reforçados, sendo que, durante a tarde de quinta-feira, chegaram a envolver centena e meia de elementos. Nas operações participaram militares da GNR, bombeiros, proteção civil municipal, sapadores florestais e voluntários, com apoio de equipas cinotécnicas, drones e mergulhadores, que estiveram a vistoriar poços e linhas de água.

Noah. Proteção de Crianças e Jovens de Idanha-a-Nova está a acompanhar o caso