Oito pessoas, entre elas cinco jornalistas, estão desaparecidas desde segunda-feira no estreito de Sunda, na Indonésia, após o barco em que seguiam ter perdido o contacto com as autoridades durante uma viagem que pretendia acompanhar a atividade do vulcão Anak Krakatoa.
As buscas, segundo a imprensa local, prosseguem esta quarta-feira, com as equipas de socorro a tentarem localizar o barco, que partiu da localidade costeira de Carita, na província de Banten, rumo às águas em redor do vulcão. Além dos cinco jornalistas, seguiam a bordo dois membros da tripulação e um guia.
De acordo com os serviços de Busca e Salvamento da província de Banten, a última comunicação conhecida foi enviada na segunda-feira ao final da tarde. Na mensagem, recebida por familiares de um dos jornalistas, o grupo informava que já se encontrava nas proximidades do Anak Krakatoa. Desde então, não houve qualquer novo contacto.
Entre os desaparecidos estão profissionais que trabalhavam para a agência estatal indonésia Antara, para a agência turca Anadolu e para outros órgãos de comunicação social indonésios e estrangeiros. Os jornalistas tinham-se deslocado à zona devido ao aumento da atividade do Anak Krakatoa. Depois de uma primeira erupção, que terminou no domingo, o vulcão continuou a registar explosões esporádicas, com a expulsão de lava, cinzas e material vulcânico incandescente.
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A erupção provocou também o encerramento temporário de aeroportos e afetou quase 2.961 voos, dos quais 622 internacionais, causando perturbações a milhares de passageiros. O Governo indonésio autorizou ainda as escolas das zonas mais afetadas pelas cinzas a recorrerem temporariamente ao ensino à distância.
O Anak Krakatoa — também conhecido como “filho de Krakatoa” — formou-se depois da gigantesca erupção do Krakatoa, em 1883, que destruiu grande parte do vulcão original e teve consequências no clima a nível mundial.
Em 2018, uma erupção do Anak Krakatoa desencadeou um tsunami que provocou pelo menos 430 mortos em Sumatra e Java. O vulcão encontra-se desde julho no segundo nível mais elevado de alerta e as autoridades têm recomendado que ninguém se aproxime a menos de três quilómetros da cratera.
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A Indonésia, formada por milhares de ilhas, situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das regiões do mundo com maior atividade sísmica e vulcânica.