O Tribunal de Contas espanhol decidiu que Carles Puigdemont deve pagar uma indemnização de quase dois milhões de euros por gastos indevidos durante o período que esteve à frente do governo da Catalunha, entre 2016 e 2017. Segundo o El País, que teve acesso à ata de liquidação provisória, o político usou 1.981.453 euros para a promoção internacional da causa catalã, valor que terá agora de devolver.

Puigdemont, que durante quatro anos fugiu da Justiça espanhola, é um dos 41 ex-altos funcionários da Generalitat que o Tribunal de Contas de Espanha entende que devem pagar indemnizações por gastos feitos com dinheiro público para a difusão de projetos relacionados com a independência da Catalunha, entre 2011 e 2017.

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A ata de liquidação divide em 31 capítulos as atividades realizadas por membros do governo e outros funcionários com esse objetivo. Estas incluem, por exemplo, viagens no valor de 274.069,68 euros.

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Ao todo, o Tribunal reclama mais de cinco milhões de euros a ex-funcionários como Oriol Junqueras, o ex-vice-presidente de Puigdemont, que deve pagar 1.932.323 euros, ou o também ex-presidente da Catalunha Artur Mas. De acordo com o El País, é a Mas — que esteve à frente do governo catalão durante quase todo o período investigado —  que o Tribunal de Contas reclama a maior quantia: 2.803.115,8 euros.