É mais um golpe duro nos Jogos Olímpicos da discórdia. Simone Biles, assim como a restante equipa de ginástica dos Estados Unidos, decidiu não ficar na Aldeia Olímpica de Tóquio e pernoitar num hotel da capital japonesa. A notícia foi adiantada pela treinadora Cecile Landi e surgiu um dia antes de a ginasta Kara Eaker, da equipa de reservas norte-americana, testar positivo para a Covid-19 no campo de treinos, em Narita.

“Foi uma decisão que tomámos em conjunto. Sabemos que [ficar na Aldeia Olímpica] não é o ideal durante uma pandemia. Sentimos que podemos controlar melhor os atletas e a nossa segurança num hotel”, escreveu Cecile Landi no Twitter. A USA Gymnastics, a Federação de ginástica dos Estados Unidos, acabou por confirmar que a equipa sempre demonstrou preferir ficar numa unidade hoteleira ao invés do recinto fechado de 44 hectares que está reservado aos 11 mil atletas olímpicos, em Tóquio.

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Em resposta, o comité organizador dos Jogos Olímpicos limitou-se a referir que não está “em posição de comentar as decisões individuais de cada equipa”. Horas depois de ter sido anunciado que Simone Biles e companhia não vão ficar na Aldeia Olímpica, a USA Gymnastics acabou então por confirmar que Kara Eaker, da equipa de reservas, testou positivo à Covid-19 no campo de treinos onde tem estado toda a comitiva, em Narita, a cerca de 50 quilómetros de Tóquio. Leanne Wong, a outra ginasta de reserva, também foi colocada em isolamento.

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De recordar que, no passado sábado, surgiu o primeiro caso positivo dentro da Aldeia Olímpica, apesar de se ter tratado de um elemento japonês que não é atleta. No domingo, foi revelado que dois atletas estavam infetados e, já esta terça-feira, dois checos (um treinador e um jogador da equipa de voleibol de praia) que também já estavam a viver na Aldeia testaram positivo. E de acordo com o site Inside the Games, especializado nos Jogos Olímpicos, Fernanda Aguirre, atleta chilena do taekwondo, e Candy Jacobs, skater holandesa, também estão infetadas e vão falhar as respetivas competições. A primeira testou positivo ainda no aeroporto de Tóquio e não chegou a entrar no país, enquanto que a segunda já estava há alguns dias na Aldeia Olímpica.