Não quer dizer que só os jovens é que pratiquem skate, mas a inclusão do desporto como modalidade olímpica é um claro piscar de olho à juventude. Gustavo Ribeiro é o representante português na competição, na vertente “street”, mas existe ainda a vertente “park”.

Como qualquer nova modalidade — e ainda mais por um atleta nacional ser um dos candidatos às medalhas —, importa explicar, de maneira relativamente simples, as regras das duas vertentes do novo desporto olímpico.

Vamos a isto.

Street

É a competição de Gustavo Ribeiro e o percurso assemelha-se (ou pelo menos tem vários elementos semelhantes) a uma “rua” onde os skaters se divertem e fazem os “flips” e os “grinds”, por exemplo. “Flip”, basicamente, são os truques em que os atletas habilmente conseguem movimentar e dar voltas à tábua. Um “grind” é o deslizar do eixo das rodas por um ferro ou uma qualquer beira.

Em “street”, o percurso tem corrimões, escadas, rampas, tudo o que se pode encontrar, claro, numa qualquer “street” do mundo, em que os atletas passeiam o skate pela vizinhança ou num passeio.

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A competição de “street” prevê que os atletas tenham direito a duas prestações de 45 segundos (as “runs”) e ainda a cinco truques individualizados. Aproveitando tudo o que o percurso lhes dá, os skaters são divididos em quatro rondas de cinco atletas. Depois, independentemente da eliminatória em que estiveram, os oito melhores passam às finais. Há cinco jurados e, em cada processo de pontuação (0 até 10), o pior e o melhor resultado atribuídos a cada skater não contam para a classificação final, ficando os três “do meio” para determinar os números finais. Das sete pontuações (as das duas “runs” e as dos cinco movimentos individualizados), as quatro melhores são somadas para determinar o score total numa ronda.

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Park

Numa espécie de “tigela” (ou de várias piscinas interligadas), a competição de “park” procura reproduzir alguns dos sítios onde, em Venice Beach, nos EUA, alguns skaters começaram a divertir-se, precisamente em piscinas vazias.

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Tal como em “street”, começam 20 atletas, até restarem oito para disputar a final. Ao contrário da outra disciplina da modalidade, aqui existirão três prestações de 45 segundos e os júris vão pontuar de 0 a 100.

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Sem grandes surpresas, tal como na vertente “street”, os atletas são julgados pelo grau de dificuldade das manobras, criatividade e uso do percurso, combinação de manobras, velocidade, “flow” ou intensidade, entre outros. É uma modalidade muito, muito subjetiva, mas não deixa de ter indicações para quem atribui as pontuações.

Termos importantes

Ollie — É o truque mais simples, podendo dizer-se que se traduz num “salto” com a prancha nos pés.

Flip — Quando os artistas fazem o skate girar no ar, num truque que pode ser feito para todos os lados e mais algum e em qualquer situação.

Grind — Quando o skate desliza, por exemplo, num corrimão ou numa beira.

Fakie — Manobra feita no sentido inverso ao que é “suposto”

Goofy — Skater que coloca o pé direito na parte da frente da tábua. Com o pé esquerdo diz-se que é “regular”

E, já agora, avisar que o mítico Tony Hawk também anda por Tóquio a promover a modalidade.

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