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Francisco Benítez é o primeiro candidato confirmado (e muito possivelmente o único) a concorrer contra o atual número 1, Rui Costa, nas eleições do Benfica, que se vão realizar no próximo dia 9 de outubro. A ideia já era conhecida mas foi comunicada de forma oficial esta noite pelo movimento “Servir o Benfica”.

“O Servir o Benfica deu início à recolha de assinaturas com o objetivo de formalizar uma candidatura aos órgãos sociais do Sport Lisboa e Benfica, na próxima reunião de Assembleia Geral Eleitoral, agendada para 9 de outubro. O candidato a presidente da Direção do clube será Francisco Benítez, sócio 3.082 do clube”, começou por confirmar o movimento num comunicado emitido na noite desta quinta-feira.

“Tendo, ao longo do último ano, assumido a vanguarda perante a necessidade de dar início a uma revisão estatutária e de implementar um Regulamento Eleitoral, bem como de reaproximar o clube aos sócios e às Casas, esta candidatura representa mais um passo na intransigente defesa da transparência, tradição democrática e ambição desportiva que sempre caracterizaram o Glorioso”, prosseguiu.

“O Servir o Benfica, grupo de sócios sempre presente e dedicado na luta diária pela construção de um clube melhor, considera fulcral que o futuro do clube não se transforme numa mera continuidade com as práticas e protagonistas do passado recente, desejando dar voz e visibilidade a ideias e modos de ação diferentes das que têm sido defendidas e perpetuadas pelos órgãos sociais do clube. Salienta-se que o Servir o Benfica exigirá garantias de que o processo eleitoral decorra com total transparência e democraticidade. Lutar sempre pelos valores inalienáveis do Benfica é a única forma que conhecemos de Servir o clube”, finalizou a missiva do movimento, olhando já para o que se vai passar esta semana.

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Durante o dia, o empresário de 57 anos já tinha referido, em declarações à agência Lusa, as condições para avançar com uma candidatura: “utilização exclusiva do voto físico; contagem dos votos imediatamente após serem encerradas as urnas; acesso das listas aos cadernos eleitorais, que devem ser fechados 48 horas antes do sufrágio; acesso aos meios de comunicação do clube, nomeadamente a promoção de um debate na Benfica TV; identificação dos associados com o cartão de sócio e um documento oficial na presença de delegados das candidaturas; e voto eletrónico exclusivamente fora de Portugal continental”. Estes são alguns dos pontos em discussão na Assembleia Geral Extraordinária desta sexta-feira à noite.

Olhando para o restante universo benfiquista, começa a ser improvável o aparecimento de mais alguma candidatura a estas eleições, algo que, se acontecesse, deveria nascer de outro movimento, o “Benfica Bem Maior”, do qual João Braz Frade é o principal rosto. Depois da recusa de João Noronha Lopes a apresentar de novo uma lista às eleições, à semelhança do que aconteceu em 2020, algumas personalidades do clube foram sondadas no sentido de encabeçar um projeto que pudesse “resgatar” pelo menos os quase 35% que o gestor teve contra Luís Filipe Vieira mas desses contactos não resultou qualquer candidatura.