Os sinais associados à perturbação do espetro do autismo (PEA) podem começar a aparecer bastante cedo no desenvolvimento de um bebé, mas, normalmente, o diagnóstico não é feito antes dos três anos de idade. E só aí se dá início a uma intervenção terapêutica. Uma equipa de investigadores da Austrália e Reino Unido defende, no entanto, que a intervenção deve começar logo aos primeiros sinais.

“Uma intervenção de prevenção do autismo a partir dos nove meses de idade entre um grupo de bebés que apresentavam sinais precoces de PEA levou à redução da gravidade dos sintomas durante a primeira infância e reduziu as probabilidade de um diagnóstico de PEA aos três anos de idade”, concluíram os autores num artigo publicado na revista científica JAMA Pediatrics.

O diretor executivo da fundação Autistica mostrou-se animado com os resultados do estudo, porque confirmam aquilo que as famílias defendem: “Criar um ambiente que funcione para as pessoas autistas e seguir os seus interesses é a melhor forma de permitir que estas pessoas desenvolvam competências”.

O estudo também mostra que o apoio dado numa fase precoce faz uma verdadeira diferença e que o governo e os serviços precisam de pensar de forma mais proativa sobre como apoiar as crianças autistas”, defende James Cusack, num comentário ao artigo publicado.

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