O fundador e presidente da Evergrande, a gigante imobiliária chinesa que está à beira do colapso, recebeu o equivalente a 6,8 mil milhões de euros em dividendos extraídos da empresa desde 2009. Apesar de nesse ano Hui Ka Yan ter aberto o capital da empresa na bolsa de Hong Kong, conservou para si próprio uma participação ultra-maioritária de 77% – e, ao longo de todos estes anos, mesmo com o endividamento da empresa a subir cada vez mais, até níveis estratosféricos, a Evergrande (quase) nunca deixou de pagar dividendos.

Esses dividendos poderiam ter sido usados para reforçar os capitais da empresa ou para ajudar a amortizar a dívida. Mas foram retirados da Evergrande e seguiram, maioritariamente, para o bolso de um só homem. Isto tendo em conta que só uma minoria do capital estava distribuído por outros investidores que não Hui Ka Yan, o fundador da empresa que nos últimos anos atraiu investidores com juros de 13% e malas Gucci.

Evergrande. O gigante chinês dono de um clube de futebol que seduziu o povo com juros de 13% e malas Gucci

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