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O Grupo IKEA revelou, na quarta-feira, uma descida no lucro de 300 milhões de euros, de 2021 para 2020, devido ao aumento do custo de transporte e matéria-prima. A gigante sueca tem tido problemas de fornecimento devido à pandemia da Covid-19, e anunciou que vai subir os preços dos seus produtos a revendedores.

O diretor executivo, Jon Abrahamsson Ring, afirmou, em carta aberta publicada no site da IKEA, que o ano de 2021 foi complicado para a administração:

Não foi fácil. Manter as lojas IKEA abertas, e os armazéns cheios tem sido um desafio. Durante o ano fiscal de 2021, vimos uma queda abrupta em disponibilidade de produtos da qual ainda não recuperámos, e que vai continuar em 2022. Toda a cadeia de produção e distribuição, tal como as revendedoras da IKEA, estão a esforçar-se para manter os produtos mais populares, como a estante de livros BILLY disponíveis.”

Em 2020, a procura pelos produtos da marca aumentou para números sem precedentes, devido ao tempo que as pessoas passaram em casa, por causa das medidas de confinamento para conter a pandemia. A empresa afirmou que, apesar do encerramento temporário de mais de 150 lojas durante o ano, o comércio online aumentou em 73%. No entanto, em 2021, a IKEA não conseguiu manter a faturação do ano anterior.

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Em comunicado no site oficial da IKEA, Martin van Dam, diretor financeiro do grupo, garantiu que fez os possíveis para manter os preços praticados:

A falta de matéria-prima e a crise global de transporte afetou as margens do Grupo Inter IKEA. Apesar do aumento dos custos, fizemos o nosso melhor para manter os preços dos produtos para as nossas revendedoras estáveis em 2021. Embora não seja possível continuar a assegurar os preços fixos para as nossas revendedoras perante estas condições desafiadoras, planeamos absorver parte do aumento dos custos em 2022.”

Isto pode levar a uma subida no custo dos produtos para os consumidores. No entanto, se as lojas decidirem absorver esse aumento, os preços para os clientes podem manter-se. Jon Ring promete que a marca vai tentar manter o custo para os consumidores “o mais baixo possível”.

O grupo anunciou que, apesar da pandemia, abriu 45 lojas este ano, e que quer tornar a sua indústria 100% alimentada por energia renovável (de momento, 90% da produção da marca será garantida com energia renovável). O fim do catálogo IKEA, devido à mudança dos padrões de consumo dos clientes, foi outra decisão tomada pela direção do grupo este ano.

Notícia atualizada às 14h00 do dia 4