Paulo Rangel usou o discurso no Congresso da JSD para, “sem querer dar nenhuma indireta”, deixar uma resposta à acusação de Rui Rio, que tinha afirmado na entrevista à RTP que o adversário na corrida à presidência social-democrata “não está preparado para ser primeiro-ministro”.
“Bastava olhar para o que eu escrevo há muitos anos para ver quem está preparado e quem não está preparado para o exercício de funções porque a preparação resulta de sermos capazes de expor o pensamento à triagem pública e de ele ser aí julgado, debatido e criticado”, justificou Paulo Rangel.
Rui Rio: “Rangel não está preparado para ser primeiro-ministro”
O candidato à liderança do PSD disse ainda que “a democracia faz-se debatendo, prestando contas e não do alto do púlpito de qualquer cargo”, mas sim “na qualidade humilde de candidatos”.
No dia em que os jovens sociais-democratas discutiram o tema da coesão social, Paulo Rangel apontou o “elevador social” como o “desígnio” que quer ver no programa eleitoral, caso vença as eleições internas.
No mesmo sentido, realçou ainda que no mesmo capítulo pretende incluir justiça social, intergeracional e territorial e apontou o interior litoral como “o grande problema português do ponto de vista do equilíbrio ou desequilíbrio territorial”.