O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anunciou esta sexta-feira que há 375 milhões de euros para residências e cujo processo deverá encerrar na próxima semana para começar a receber candidaturas.

“Estamos no passo final, sem um comprometimento daquilo que vai ser anunciado, mas segundo as orientações, iremos ter 375 milhões de euros para residências que vão ser brevemente anunciadas”, assumiu José Sobrinho Teixeira.

O governante avisou que “os parceiros podem ser as instituições de ensino superior, as autarquias, também as instituições de solidariedade e podem ser feitos consórcios entre estas diversas instituições”.

Na sessão solene de abertura do ano letivo 2021/22 no Instituto Politécnico da Guarda (IPG), o governante justificou o atraso para chegar à cerimónia, “precisamente por estar a trabalhar num dos assuntos mais falados, a questão dos alojamentos estudantis”.

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Espero na próxima semana termos este processo terminado e podermos anunciar as candidaturas a esta oportunidade e, com isto, de facto conseguirmos fazer esta grande missão do ensino superior”, disse.

Minutos antes, o presidente do IPG, Joaquim Brigas, tinha reconhecido que “a persistência das grandes dificuldades em encontrar alojamento acessível, e de qualidade, para muitos estudantes” que escolhem a instituição vêm-se “obrigados a rumar a outras paragens por falta de residências estudantis”.

Para depois anunciar que a instituição está a dar o seu “melhor em candidaturas a verbas europeias para a construção de novos equipamentos, nomeadamente uma residência de estudantes” no Campus do IPG.

Também o presidente do conselho geral do IPG, Fernando Carvalho Rodrigues, que abriu a sessão, sob o lema “o que Guarda o nosso interior?”, questionou “a construção de uma terceira ponte no Porto” quando no interior, nomeadamente na Guarda, “o hospital não tem gente e é difícil ter professores” no politécnico.

Talvez fosse mais interessante, em vez de fazer estradas, pagar mais dinheiro para os internos ficarem no Hospital da Guarda, talvez fosse mais interessante pagar a estadia aos alunos aqui na Guarda ou, no limite, ter dinheiro para contratar prémios Nobel para dar aulas aqui” no IPG, sugeriu Fernando Carvalho Rodrigues.