O “Scientific Rebellion”, grupo internacional de investigadores que se dedica à crise climática, pediu esta sexta-feira à comunidade científica que adira a uma ação de desobediência civil não-violenta marcada entre 4 e 9 de abril.

O manifesto do grupo coincide com a apresentação na próxima segunda-feira do relatório do grupo de trabalho III do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC) sobre mitigação da crise climática.

Os investigadores do movimento científico apontam, em comunicado, que “já não basta continuar à espera que os governos leiam as publicações e entendam a gravidade e a emergência da crise climática.

“Eles [governos] não estiveram à altura da tarefa, por isso, optamos pela resistência civil não violenta”, dizem.

O movimento exige no manifesto que os governos reajam e tomem medidas reais, “integrando as instruções do consenso científico como objetivos vinculantes de transformação”.

Da mesma forma, pedem às autoridades académicas que incluam matérias obrigatórias sobre a crise climática e energética em todos os graus e mestrados.

Além do manifesto assinado por investigadores, as ações incluem greves académicas em diversos países.

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