As obras de reposição da Estrada Nacional 8-2, uma das principais vias de entrada e saída da Lourinhã cortada ao trânsito desde fevereiro após abatimento causado pelo mau tempo, deverão começar em novembro, indicou esta sexta-feira a Infraestruturas de Portugal.

Questionada pela agência Lusa, a empresa esclareceu que a intervenção prevista para entre os quilómetros 15 e 16, na localidade do Casal Lourim, deverão começar entre “o final de outubro e o início de novembro”.

A empreitada tem uma duração estimada de nove meses e um custo de seis milhões de euros.

Numa portaria publicada esta sexta-feira em Diário da República, os ministérios das Finanças e das Infraestruturas autorizaram a repartição dos encargos da obra por 2026 (500 mil euros) e 2027 (5,5 milhões de euros).

“As intervenções a executar assumem caráter urgente e inadiável, sendo indispensáveis para assegurar a rápida reposição das condições de segurança, estabilidade, funcionalidade e operacionalidade das infraestruturas afetadas”, justifica o Governo, depois de recordar o “alinhamento sucessivo de tempestades” adversas causadoras de danos no país e a consequente declaração de calamidade que abrangeu este território do distrito de Lisboa.

“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance e houve pressão institucional” para dar urgência à obra e se encontrarem soluções provisórias, disse em julho o presidente da câmara da Lourinhã, Orlando Carvalho.

Desde fevereiro que o executivo municipal se tem reunido com regularidade com a IP, tendo chegado a propor substituir-se a esta na execução dos trabalhos, o que foi rejeitado pela empresa tendo em conta a complexidade da obra.

Por existir água no solo, o projeto prevê o reforço do tabuleiro da via com 40 pilares de 14 metros de altura, para garantir a segurança rodoviária e de três habitações adjacentes.

A EN 8-2, por onde passavam 12 mil veículos por dia, está cortada ao trânsito nos dois sentidos, numa extensão de dois quilómetros, devido ao facto de o piso ter abatido pelos efeitos do mau tempo dos meses de janeiro e fevereiro, estando a circulação a ser feita em alternativa por estradas municipais.

O corte total da via, um dos principais acessos à sede de concelho, tem criado problemas de mobilidade para cidadãos e empresas, aumentando os tempos de deslocação.

O município está a investir cerca de um milhão de euros na melhoria das estradas municipais que têm funcionado como alternativa de circulação.