Os consulados do Brasil no Porto e em Faro, tal como em Lisboa, terão reforço de segurança, privada e da PSP, nos locais de votação e áreas envolventes, para as presidenciais deste domingo, confirmaram responsáveis consulares.

“Haverá reforço de segurança. Nós já tínhamos contratado da nossa empresa de segurança, que já presta serviços para o consulado, cinco seguranças, mas vimos que o número de eleitores era tão grande e o local é tão extenso, com vários andares, que contratamos mais cinco. Até para auxiliar nas filas e pessoas com dificuldades de locomoção”, afirmou, em declarações à Lusa, a cônsul do Brasil no Porto, Stela Frota.

“A PSP também tomará as suas providências para os padrões de um grande evento como este”, acrescentou.

Até porque, no Porto o número de eleitores aptos para votar nestas eleições, 30.098, representa um aumento de 110% face aos registados nas eleições presidenciais de 2018. Naquela cidade, o local de votação vai ser no Instituto Superior de Engenharia do Porto, que faz parte do complexo do Instituto Politécnico e ao todo há 39 mesas de voto.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Os eleitores vão ter à entrada do edifício, onde decorrerá a votação, e antes de subirem para as salas, três mesas com quatro funcionários do consulado para auxiliar pessoas que não saibam já, pelo portal do eleitor, qual é a sua sessão, explicou Stela Frota.

No consulado Faro, onde votarão 5.525 eleitores brasileiros, a vice-cônsul Cláudia Vasques também admitiu, em declarações à Lusa, que a segurança foi reforçada em relação às últimas eleições presidenciais. Em Faro, os eleitores terão sete mesas de voto nas instalações do próprio consulado para votarem.

Nas eleições do próximo domingo votarão em Portugal 80.896 eleitores brasileiros, dos quais 45.273 em Lisboa, o consulado que regista maior número de inscritos fora do Brasil.

O total de 45.273 eleitores aptos para votar em Lisboa representa um aumento superior a 100% relativamente às anteriores eleições presidenciais, em 2018, tinha já explicado o cônsul-geral do Brasil na capital portuguesa, Wladimir Valler Filho, na altura em que apresentou à comunicação social os aspetos organizativos da primeira volta das presidenciais brasileiras em Portugal.

O ministro das Relações Exteriores brasileiro enviou uma equipa de 10 pessoas de Brasília para Portugal, das quais sete estão em Lisboa, para assegurarem a “perfeita realização das eleições” gerais de domingo, disse na quinta-feira passada o diplomata Paulino Neto.

Paulino Franco de Carvalho Neto, secretário de assuntos multilaterais políticos do ministério, designado como Itamaraty, disse em conferência de imprensa no consulado-geral do Brasil em Lisboa que o ministro Carlos França enviou uma equipa para acompanhar os serviços dos consulados em Portugal durante o ato eleitoral.

“Nós trouxemos uma equipa aqui de Brasília, do Ministério das Relações Exteriores composta por 10 pessoas que vieram para reforçar as perspetivas seja do consulado em Lisboa, seja no consulado do Porto”, afirmou o diplomata. Sete dos elementos da equipa do Itamaraty estão em Lisboa e os restantes três acompanham o consulado do Porto.

O objetivo é que a equipa possa “assegurar a perfeita realização das eleições” em Portugal pelos três consulados, de Lisboa, Porto e Faro, “onde existe um grande grupo de eleitores cadastrados”, cabendo-lhe “testemunhar a perfeita execução dos serviços”, acrescentou.

Segundo o diplomata, a equipa também tem como papel “dar os necessários meios, financeiros e materiais, para que os brasileiros que estão em condições de votar” em Portugal “possam exercer plenamente esse direito”, frisou. “Para que as eleições possam decorrer de um modo organizado, eficaz e eficiente”, reforçou o representante do Itamaraty.

O Ministério das Relações Exteriores, recordou o diplomata, “é um órgão auxiliar” do processo: “Nós somos responsáveis no exterior pela organização das eleições, é como um braço estendido do Tribunal Superior Eleitoral, e cabe a nós fazer esse papel do melhor modo possível”. Por isso, o ministro Carlos França tomou a decisão de enviar a equipa.

Os eleitores de Lisboa votarão na Universidade de Lisboa, que à semelhança de anteriores eleições brasileiras voltou a disponibilizar as instalações da Faculdade de Direito.

O aumento de eleitores inscritos reflete-se na organização da votação, tendo no caso de Lisboa passado das 28 mesas de voto existentes em 2018 para 58 no escrutínio de 02 de outubro.

O ato eleitoral em Lisboa ocupará 33 salas da Faculdade de Direito, distribuídas por três pisos, explicou, numa conferência de imprensa na quinta-feira o cônsul-geral, e haverá um balcão de ‘check-in’ à entrada, para apoiar quem tenha dúvidas.

As urnas abrirão às 08h00 de Lisboa e encerrarão às 17h00 nos três locais de votação, mas se ainda houver pessoas na fila à hora do encerramento poderão votar, garantiram os três responsáveis consulares.