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O Turismo do Centro saudou esta terça-feira que “finalmente” exista uma solução para o novo aeroporto da região de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete, mas salientou que a opção Santarém seria mais adequada para “a coesão territorial”.

“Um aeroporto que, além de Lisboa, servisse os interesses do resto do país, como era a opção Santarém, teria sido mais adequado para a coesão territorial”, refere o Turismo do Centro de Portugal em comunicado.

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou esta terça-feira que o Governo aprovou a construção do novo aeroporto da região de Lisboa em Alcochete, seguindo a recomendação da Comissão Técnica Independente.

“O Governo decidiu aprovar o desenvolvimento do novo aeroporto de Lisboa com vista à substituição integral do Aeroporto Humberto Delgado no Campo de Tiro de Alcochete e atribuir-lhe a denominação de Aeroporto Luís de Camões“, revelou Luís Montenegro, numa declaração ao país, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, esta tarde.

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O Campo de Tiro da Força Aérea, também conhecido como Campo de Tiro de Alcochete (pela proximidade deste núcleo urbano), fica maioritariamente localizado na freguesia de Samora Correia, no concelho de Benavente (distrito de Santarém), tendo ainda uma pequena parte na freguesia de Canha, já no município do Montijo (distrito de Setúbal).

O município ribatejano de Benavente, com cerca de 521 quilómetros quadrados, fica na fronteira do distrito de Santarém com a Área Metropolitana de Lisboa e a menos de meia hora da entrada em Lisboa

Na nota, o Turismo do Centro reconhece ser “de saudar que, mais de 50 anos depois, haja finalmente uma solução para uma questão que causava graves prejuízos ao país”, mas admite que, embora a solução hoje anunciada fosse “uma decisão já esperada”, o Centro do país e todos os que vivem na região “têm razões legítimas para se se sentirem apreensivos”.

“O Centro de Portugal vai continuar a ser a única região do país que não é servida por um aeroporto”, refere a Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, lembrando que esta região tem “múltiplas razões de queixa a nível das acessibilidades”.

Não tendo sido Santarém a opção escolhida, o Turismo do Centro apela aos decisores políticos para que olhem “com atenção redobrada para a necessidade de investir nas acessibilidades” da região e que “desenvolvam, já a partir de hoje, um plano de mobilidade que sirva de forma adequada todo o território”.

Na nota, a entidade recorda ainda que a região Centro tem 100 municípios, grande parte deles no interior, e é um território mal servido pela ferrovia, considerando que a aposta “na mobilidade suave, com reforço da linha ferroviária, é essencial”.

Na rede viária, acrescenta, é prioritário avançar com a transformação do Itinerário Principal (IP3) em autoestrada, assim como executar “o prometido IC31 [Itinerário Complementar]”, entre a autoestrada 23 (A23) e Espanha, via Monfortinho, entre outras obras, expandir as infraestruturas de carregamento para veículos elétricos e aumentar a oferta de transporte público na região.

“São investimentos prioritários e que o país precisa de realizar, sob pena de as assimetrias regionais se agravarem. Estamos certos de que o Centro de Portugal, quem aqui vive, trabalha ou visita, não merece menos do que isto”, refere ainda o Turismo do Centro.